Moradores do conjunto habitacional Alvorada, destinado a famílias de baixa renda, que fica nas proximidades do aeroporto, em Vilhena, reclamam que estão praticamente “abandonados”. Instaladas nas moradias construídas pela prefeitura com recursos federais no ano passado, as famílias não contam com serviços básicos.
A dona-de-casa Sandra Aparecida Pessoa, de 45 anos, casada com um homem que, mesmo enfrentando uma deficiência física, sustenta a família como carroceiro, revelou ao FOLHA DO SUL ON LINE os problemas do conjunto. Segundo ela, não há posto de saúde, escola ou mesmo orelhão no bairro, onde vivem cerca de 200 famílias.
Sandra denunciou que, desde o ano passado, o ônibus que transportava os alunos do residencial, parou de executar o serviço. Com isso, os estudantes cujos pais não possuem meios de transportes, são obrigados a andarem a pé por vários quilômetros. O colégio mais próximo fica a cerca de 2 mil metros.
Já o aposentado Francisco Pereira Brito, de 72 anos, reclama mesmo é da dificuldade para buscar atendimento médico, já que o posto de saúde que atende a comunidade fica a mais de 5 km, na avenida Eduardo Gomes.
O único transporte que vai ao conjunto são os mototáxis, mas mesmo assim eles custam caro para os padrões dos moradores. Num único dia, uma senhora que ali reside, gastou R$ 20 reais, fora alimentação, para resolver problemas no centro da cidade.