Migrante está há um mês vivendo da ajuda que recebe
Neste frio cortante que atinge Vilhena desde ontem, um homem negro de 28 anos tenta se proteger no fino cobertor que trouxe de Tangará da Serra (MT), de onde chegou há cerca de um mês. Gelson Cesário de Souza é realista quanto à situação: “Se não esfriar mais, essa cobertinha aqui agüenta”, disse ao FOLHA DO SUL ON LINE nas primeiras horas desta terça-feira, 20.
Sobre a decisão de deixar o Mato Grosso para tentar a sorte em Vilhena, Gelson explica: “Uns anos atrás eu achei trabalho numa fazenda lá pras bandas de Chupinguaia. Espero conseguir de novo, porque lá em Tangará ta meio fraco de serviço”.
Em relação à sobrevivência, o migrante explica, enquanto vê chegar à praça Nossa Senhora Aparecida, no centro da cidade, outros andarilhos em situação igual à sua: “As pessoas me dão o que comer. Graças a Deus ninguém nega, porque sabem que não sou vagabundo. Só não tenho trabalho. Mas se quiserem me contratar, tô sempre aqui na praça. Tenho experiência na lida em fazendas”.