O FOLHA DO SUL ON LINE entrevistou esta semana a Conselheira Tutelar Suzana Martins da Silva, que fez um raio-x das principais ações do órgão na defesa de crianças e adolescentes em Vilhena.
A conselheira explicou que a média de casos atendidos diariamente na instituição passa de 70. A maioria das ocorrências diz respeito a prostituição, uso e venda de drogas e atos “rebeldia”.
Suzane revelou que em muitos casos, a ausência de um dos pais (ou de ambos) é o fator que leva os menores a ações indevidas e mesmo ao crime. O histórico familiar mostra que muitas vezes a garotada segue o exemplo de país e avós, principalmente no que diz respeito a tráfico e prostituição.
Os casos de violência sexual nem sempre passam pelo Conselho. Na maioria dos casos deste tipo, os próprios pais das vítimas acionam a polícia e ajudam a identificar os acusados.
Conforme registros do CT, a maioria dos menores atendidos está na faixa dos 10 a 16 anos. A desagregação familiar é, também, o maior motivador de maus tratos contra crianças e adolescentes na cidade.