Pode determinação do Ministério Público de Vilhena, agentes da Vigilância Sanitária local estiveram em várias escolas da cidade ontem (terça-feira, 11), recomendando que as responsáveis pela limpeza nos estabelecimentos de ensino suspendem imediatamente a fabricação e o uso do chamado sabão caseiro.
A medida visa proteger as própria servidoras e os alunos, que podem ter a pele queimada pelo produto que é considerado tóxico, pois é feito a partir de uma mistura contendo álcool, óleo de cozinha e soda castiça. Não foi feira nenhuma apreensão, mas a Vigilância Sanitária já avisou que uma nova visita será feita e, se constatada a presença do sabão proibido, haverá punições.
O secretário municipal de Educação, José Carlos Arrigo, disse ao FOLHA DO SUL ON LINE que já tinha ciência da recomendação do MP. Mesmo assim, em alguns colégios foi constada a presença do produto.
De acordo com Elza Magalhães, que comanda a Vigilância Sanitária em Vilhena, o sabão artesanal não é mais barato que o industrial, mas garante uma limpeza mais eficiente, sobretudo de pisos e cerâmicas. Ela lembra, no entanto, que seu uso pode trazer riscos para quem o manuseia e também para os estudantes que têm contato com ele.