Bagattoli, Confúcio e Marcos Rogério estão passando por apuros
 
A cobrança de pedágios ao longo do trecho de cerca de 700 km da BR 364, entre Vilhena e Porto Velho, iniciada este mês, tem submetido a classe política de Rondônia a intenso desgaste, com grande parte da população classificando a situação como “extorsão”.
 
Os valores, bem mais altos do que os praticados em outras regiões do Brasil (e em estradas muito melhores), também levam políticos conservadores e progressistas a tirar o corpo fora da responsabilidade na efetivação do negócio bilionário. Sem a execução de obras ainda visíveis, a concessionária responsável pela gestão da rodovia “privatizada” também é alvo da revolta popular (ENTENDA AQUI).
 
Diante da insatisfação geral, políticos que não conseguiram (ou não quiseram) barrar o início das cobranças, como os senadores Jaime Bagattoli e Marcos Rogério, ambos do PL, trocam acusações com quem até apoiou a iniciativa, caso do também senador Confúcio Moura (MDB).
 
Em entrevista a este site no ano passado, o emebebista alegou que, sob o comando da iniciativa privada, os valores dos pedágios não passariam de 15 reais. Errou feio: em algumas praças, os valores cobrados são mais que o dobro do que o senador previu (LEMBRE AQUI).
 
Mas, Marcos Rogério e Bagattoli, aliados do então presidente Jair Bolsonaro, cujo ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas (hoje governador de São Paulo), deu o pontapé na concessão, também passaram apuros em audiências públicas nas quais o negócio foi discutido (CONFIRA AQUI).
 
O QUE CONFÚCIO DIZ AGORA
No vídeo gravado e postado recentemente em seu perfil no Facebook, o veterano político que também foi governador de Rondônia por dois mandatos, lembra que a entrega da BR 364 a uma empresa privada começou a ser discutida em 2019, portanto, no primeiro ano do governo Bolsonaro. Junto com o vídeo (ASSISTA ABAIXO), foi publicado o seguinte texto:
 
“A VERDADE SOBRE O PEDÁGIO DA BR-364
A concessão da BR-364 foi amplamente debatida na Comissão de Infraestrutura do Senado, quando fui presidente, com a participação da bancada federal de Rondônia.
 
É importante lembrar que esse processo teve início em 2019, no governo Bolsonaro, quando Tarcísio era ministro da Infraestrutura.
 
Prezo sempre pela verdade e pela transparência. Não cabe a um único senador decidir sozinho os rumos de uma concessão desse porte. O processo foi discutido, aprovado pela ANTT e analisado pelo TCU.
 
Se houver discordâncias ou questionamentos, eles devem ser resolvidos nos caminhos institucionais e pela Justiça. Verdade se constrói com fatos, não com tentativas de atribuir responsabilidades de forma isolada”.
 
ASSISTA O VÍDEO ABAIXO: