Secretário e adjunto da Saúde estadual estarão hoje em Vilhena
 
Durante pronunciamento na sessão da última segunda-feira, 8, o presidente da Câmara de Vereadores de Vilhena, o médico Celso Machado (PL), demonstrou preocupação, afirmando que o Governo de Rondônia não possui estrutura humana suficiente para assumir a gestão do Hospital Regional de Vilhena.
 
O parlamentar acompanhou a vistoria realizada pelo secretário adjunto da Sesau, Fábio Júlio Perondi, e sua equipe, e destacou que, embora tenham identificado pontos positivos e negativos, a falta de recursos humanos é um obstáculo evidente.
 
“Me preocupo porque sei que o Estado não tem estrutura humana, RH para tocar o hospital. Queira ou não queira, eles vão ter que trabalhar terceirizado, quer seja OS, quer seja empresa, mas vai ter que trabalhar com terceirizada, porque não tem estrutura. Isso a gente também se preocupa porque se depois não der certo, o culpado vai ser eu”, declarou Machado.
 
A preocupação do presidente encontra respaldo em experiências anteriores da saúde estadual. Hospitais como o João Paulo II, em Porto Velho, já enfrentaram sérias dificuldades de gestão, com resultados amplamente divulgados que evidenciam falhas estruturais e administrativas.
 
Apesar das críticas que vem fazendo à Santa Casa, entidade que atualmente administra o Hospital Regional, “Doutor Celso” reconheceu que a instituição chegou a alcançar mais de 90% de aprovação. No entanto, segundo ele, os resultados atuais deixam a desejar, em grande medida pela falta de repasses integrais por parte da prefeitura. “Essa ausência de repasses totais está tendo efeito negativo e contribuindo para o quadro que vemos hoje”, relatou na sessão anterior.
 
O discurso do presidente do Legislativo vilhenense reforça a necessidade de planejamento sólido e transparência na gestão da saúde pública no município. Para Machado, a terceirização pode ser inevitável, mas sem garantias de estrutura humana e repasses adequados, o risco de repetir erros do passado permanece alto.
 
Nos bastidores da política, onde inclusive andam altas as temperaturas nos últimos dias, já circula que o boato de a OS que o governo pretende colocar no lugar da Santa Casa, é a GRASP SAÚDE, empresa que até o momento é praticamente desconhecida, sem o histórico e bagagem para tocar um projeto da envergadura e complexidade do Hospital Regional de Vilhena, e muito menos o motivo da “escolha’ por parte do Secretário de Saúde do Estado.
 
Ontem, em entrevista a uma rádio local, o Secretário de Saúde do Município, Wagner Borges, enfatizou que durante os três anos da Santa Casa à frente do Hospital, foram feitas mais de 80 mil cirurgias, número que, segundo ele, representa mais do que o triplo do que era realizado antes, só no primeiro ano da entidade em Vilhena.
 
Hoje, às 10 horas, o secretário estadual de Saúde, Edilton Oliveira dos Santos, acompanhado do adjunto, Fábio Perondi, vai se reunir com o Secretário Municipal de Saúde, vereadores e o Promotor de Justiça da Curadoria da Saúde, João Paulo Lopes, para discutir o futuro da saúde de Vilhena.
 
CLIQUE ABAIXO e assista trecho da fala do vereador-médico.