Maria Victória nasceu prematuramente com apenas 26 semanas, pesou pouco mais de 1 kg
 
A garotinha que nasceu “no susto” quando a mãe, que não sabia que estava grávida, procurou o Hospital Regional de Vilhena com dores na barriga, completou, no último dia 3 de dezembro, 3 anos de vida. Maria Victória nasceu prematuramente com apenas 26 semanas, pesou pouco mais de 1 kg, e permaneceu por 79 dias numa UTI neonatal (LEMBRE AQUI).
 
Em texto publicado em suas redes sociais, acompanhado de um vídeo, a mãe de Maria Victória, Luciana Alberta Rosa da Silva, escreveu: “Feliz aniversário, meu amor. Obrigada por fazer parte da minha vida, por ser minha filha, e por tanto que me ensinou nesses últimos anos. Eu te amo além da eternidade. Você veio para somar e me tornar uma mulher mais forte. Veio com foco de mudar mais ainda minha vida, e mudou. Foram tantas lágrimas sozinha que no dia da sua alta, você não tinha apenas uma mãe disposta a te amar e cuidar de você, você tinha alguém disposta a enfrentar um mundo por você, minha filha. Nesses últimos 3 anos a gente viveu o possível para nós e nada que fosse impossível para Deus. Que Deus te abençoe e te dê muitos anos de vida e que todos os seus e nossos sonhos sejam realizados. Eu te amo, Mavi.”
 
O FOLHA DO SUL ONLINE conversou com Luciana, e ela lembrou que muitas pessoas duvidaram que a filha sobreviveria. Ela também afirmou que sofreu julgamentos pelo fato de não saber que estava grávida. “Eu havia perdido minha mãe meses antes do nascimento da minha filha, e ainda estava lidando com o luto; foi uma gravidez silenciosa, não senti nada, não tive mudanças no corpo nem alterações no ciclo menstrual”, relembrou.
 
Luciana contou que o teste da orelhinha revelou que Maria Victória apresentava surdez bilateral e, aos sete meses, começou a usar aparelho auditivo. Este ano, em fevereiro, a garotinha recebeu um implante coclear. O procedimento foi realizado na UNICAMP, em Campinas (SP). Semanalmente, sempre às segundas-feiras, Maria Victória tem sido acompanhada por uma fonoaudióloga, atendimento oferecido pelo SUS no Centro de Especialidades de Vilhena (CER).
 
Maria Victória também foi diagnosticada com Síndrome do Espectro Autista Nível 2 moderado. Os irmãos dela, de 8 e 14 anos, também têm diagnóstico de autismo; além disso, o mais velho tem laudo de síndrome de "Dandy Walker" (ENTENDA AQUI).
 
Luciana contou que uma profissional da saúde perguntou a ela na época do diagnóstico de surdez, se ela não havia ficado abalada. “Eu disse que não, porque havia pedido a Deus que me desse ela, do jeito que fosse da Sua vontade, e eu cuidaria da mesma forma que cuidava dos irmãos dela”, disse.
 
Autônoma, Luciana precisa equilibrar a rotina de vendas de enxovais de bebês e os cuidados com os quatro filhos. “É um desafio, mas tenho conseguido atender a demanda dos meus clientes e os cuidados com as crianças”, concluiu.
 
Cuidados que que levou Luciana a lutar para que a filha tivesse o acompanhamento de um instrutor de Libras na creche. “Ela foi a primeira criança surda a ter instrutor de Libras. O município não disponibilizava instrutor para atender a creche, somente a partir do fundamental”, revelou.
 
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