Pavimentação do trecho de 240 km da BR-174 é uma reivindicação de décadas das populações dos dois Estados
Durante vistoria às obras do novo Hospital Regional de Juína na última quarta-feira, 25, o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, abordou o futuro da BR-174, rodovia estratégica que interliga o Noroeste mato-grossense ao Cone Sul de Rondônia, via Vilhena.
A pavimentação do trecho de 240 quilômetros é uma demanda histórica de moradores e produtores da região, em ambos os Estados, que enfrentam condições críticas de trafegabilidade, especialmente durante o período chuvoso.
Em uma entrevista concedida a uma rádio da cidade na divisa de Mato Grosso com Rondônia, o governador foi questionado sobre a possibilidade de o Estado assumir a rodovia, a exemplo do que ocorreu com o trecho da BR-174, entre Castanheira e Juruena, hoje MT-170, onde as obras de asfaltamento estão em fase de conclusão após a estadualização.
Mendes relembrou diálogo com o ex-ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, hoje governador de São Paulo. "Perguntei: ministro, tem dinheiro pra fazer? Papo reto. Porque se não tem, deixa eu estadualizar e o Governo de Mato Grosso vai fazer", relatou o gestor, que citou surpresa do ministro.
O governador relata a sequência do diálogo com o ex-ministro na gestão Bolsonaro. Quando voltou a falar sobre a BR-174, Mendes apontou obstáculos logísticos e burocráticos que dificultam o avanço imediato na BR-174. O governador lembrou que o traçado da rodovia atravessa uma reserva indígena, o que torna o licenciamento ambiental uma prerrogativa exclusiva do Governo Federal, limitando a autonomia do Estado na execução direta do projeto.
Ao projetar o futuro da obra, o governador vinculou a viabilidade de grandes projetos de infraestrutura ao perfil das próximas gestões estaduais. Para Mendes, a continuidade do ritmo de investimentos depende diretamente da manutenção da saúde fiscal e da responsabilidade administrativa.
"Depende do próximo governador, da seriedade e da competência para continuar tocando o Estado", afirmou. O gestor alertou que a ausência de uma administração austera nos próximos anos poderia comprometer a estabilidade financeira recuperada pelo Executivo mato-grossense, inviabilizando projetos de longo prazo como a ligação definitiva com Vilhena.
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Autor:
Da Redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 28 de Fevereiro de 2026, às 17:11