Vice-diretora foi com a adolescente agredida registrar queixa na polícia
Viralizaram no WhatsApp dois vídeos que mostram garotas envolvidas em uma violenta troca de golpes na porta de uma das maiores e mais escolas estaduais de Vilhena: a Marechal Rondon. O FOLHA DO SUL ON LINE, que teve acesso ao material completo, publica apenas uma das filmagens, pois a outra mostra o rosto das garotas, que são menores de idade.
A filmagem não exibida por este site, mas intensamente compartilhada em grupos no aplicativo, mostra uma das garotas tirando o calçado para começar o combate e, na sequência rolando no chão com a oponente. Outros estudantes do mesmo colégio público assistem a pancaria, mas nenhum deles intervém.
Já a gravação que não permite a identificação das envolvidas mostra uma delas pisando na cabeça da adversária e também desferindo um chute impressionante no rosto da outra, que está suja de terra e quase vai a nocaute após receber o golpe.
DEU POLÍCIA
O FOLHA DO SUL ON LINE ouviu a vice-diretora do Marechal e ela contou que o episódio aconteceu na semana passada, mais precisamente na sexta-feira, 17. A própria educadora socorreu a adolescente agredida, que tem 14 anos, e foi com ela até a Unisp, onde uma queixa contra a agressora, de 15 anos, foi registrada.
A entrevistada disse que, além de medidas contra as próprias envolvidas na briga, os alunos que divulgaram as imagens delas nas redes sociais serão identificados e punidos. Ela classificou a exposição das identidades das alunas como “bullying”. Também disse que as postagens são uma “dupla agressão” contra a menina mais nova, que ficou com hematomas no corpo. Ela fez exame de corpo de delito, que comprou a violência do ataque.
FAMÍLIA FICA CHOCADA
Além de acionar a polícia e comunicar o ocorrido ao Conselho Tutelar, a escola conversou com as famílias das duas estudantes. A mais velha será transferida para outra instituição de ensino, com autorização da própria mãe, que se disse “chocada” ao ver a filha aplicando um golpe do qual achava que ela não seria capaz. A agressora já havia sido punida com três dias de suspensão.
O MOTIVO
Alegando estar tentando proteger as duas alunas, a entrevistada revelou que o estopim da briga teria sido uma “discussão fútil” entre elas, mas evitou entrar em detalhes porque falar sobre o caso caberia apenas a família, argumentando também que a intimidade de ambas deve ser preservada.
DIRETOR PEDE AJUDA
O diretor da escola também conversou com o site e disse que adota medidas para evitar esse tipo de cena. E lamentou que as garotas tenham decidido resolver suas diferenças usando a violência, ao invés de procurar a equipe gestora do colégio para mediar a desavença. Também disse que já procurou a Polícia Militar para prevenir atos de violência entre os alunos.
Por fim, o educador convocou os veículos de imprensa a ajudarem a combater esse e outros problemas de violência que afligem as escolas de Vilhena.
CLIQUE ABAIXO, assista o vídeo curto, de poucos segundos, e veja as cenas de “selvageria”, como classificou uma professora.
Vídeo
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 21 de Maio de 2024, às 12:06