Postulante ao Senado passou a usar o sobrenome Bolsonaro emcampanha
 
Em Rondônia, onde o bolsonarismo é a maioria do eleitorado, candidato a governador que não tenta “colar” a própria imagem na do ex-presidente, pelo menos não o ataca em suas portagens nas redes sociais.
 
É o caso do senador Marcos Rogério, do PL, que de “pit bull da direita”, adotou um tom mais suave na campanha deste ano, embora faça questão de reafirmar sua lealdade do “mito”.
 
Já o companheiro de chapa de Marcos Rogério na disputa pelo Senado, o pecuarista Bruno Scheid, de Ji-Paraná, quer tanto ser vinculado a Bolsonaro, que até adotou o sobrenome dele na política: agora, faz questão de ser chamado por “Bruno Bolsonaro”.
 
Outros dois candidatos ao Palácio Rio Madeira (Hildon Chaves, do União Brasil, e Adailton Fúria do PSD), não fazem média, mas também mão criticam o ex-presidente em suas respectivas publicações nas redes sociais.
 
Outros dois nomes geralmente associados à esquerda (Confúcio Moura, do MDB, e Acir Gurgacz, do PDT), assumem timidamente suas ligações com o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, do PT. E evitam críticas muito duras contra o antecessor dele no cargo.
 
Quem realmente vestiu a camisa do petista na campanha é o ex-deputado federal Expedito Netto, acolhido pelos lulistas e anunciado por eles como candidato a governador de Rondônia este ano.
 
Em vídeo recente publicado nas redes sociais, Netto, cujo pai, o ex-senador Expedito Júnior apoia Fúria, critica políticos de Rondônia que recebem verbas milionárias do governo Lula, mas omitem o nome dele ao falar dos investimentos federais no Estado (ASSISTA ABAIXO).