Dona de mercearia diz que teve que dispensar açougueiro por causa da “luz fraca”
Pagam, mas não recebem. Este é o sentimento de um grupo de empresários da avenida Integração Nacional, em Cerejeiras, em relação à energia elétrica.
Os comerciantes de um determinado ponto da avenida reclamam que a eletricidade fornecida pela Energisa é fraca, instável e cara. “Colocamos um voltímetro e identificamos que a energia varia muito. Essa instabilidade danifica os aparelhos eletrônicos, ares-condicionados e freezers. Já perdi um ar-condicionado por causa disso”, disse o empresário Edimilson Cantarelli, que está com um mercado pronto para abrir as portas na próxima semana na avenida (VEJA O VÍDEO DO VOLTÍMETRO ABAIXO).
Do outro lado da rua do mercado de Cantarelli, há outra empresa do mesmo ramo que passa por problema igual. A dona da mercearia, Celi Canton, afirma que já fez de tudo para reclamar, já procurou até o PROCON, mas a Energisa não soluciona o caso dela. “Eles vieram aqui, instalaram um aparelho no padrão, que ficou por 15 dias. Depois buscaram o aparelho e nunca mais deram uma satisfação”, disse a empresária, que é pioneira no município. “Já perdi vaca no açougue e tive que despedir meu açougueiro porque a energia daqui não consegue tocar os freezers”, diz.
Do outro lado da avenida, um empresário, dono de uma tornearia, não quis se identificar, mas confirmou que já tomou uma decisão para solucionar a luz fraca que recebe na empresa. “Optei por instalar energia solar. Tenho maquinários que precisam de alta voltagem. Já dei entrada no projeto para colocar as placas solares”, disse.
Segundo os empresários ouvidos pelo FOLHA DO SUL ONLINE, algumas das explicações para a falta de força e de estabilidade na eletricidade na avenida é que o padrão está longe dos comércios prejudicados e a presença de empresas industriais que usam muita eletricidade na via pública comercial.
Os empresários supermercadistas prejudicados pela luz fraca na avenida Integração Nacional estão pensando em vias alternativas para tentar conseguir da Energisa uma solução. Dentre as soluções, além de chamar o FOLHA DO SUL ONLINE para fazer uma reportagem, eles pretendem recorrer à Justiça e procurar a Associação Empresarial de Cerejeiras (ACIC), entidade que representa as classe no município.
Enquanto a solução não vem e paga por uma eletricidade de qualidade e não a recebe, um dos empresários ouvidos pela reportagem diz o que vai fazer: “É torcer para não queimar mais um aparelho”.
Caso a Energisa queira se manifestar sobre o caso, o site abre espaço.
Vídeo
Autor:
Rildo Costa
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 30 de Setembro de 2020, às 09:41