A Câmara de Vereadores de Vilhena termina suas atividades em 2009 com números gastronômicos, à altura da arrecadação de municípios do porte de Cabixi, por exemplo.

Até a próxima terça-feira, dia 15, os vereadores terão participado de 32 sessões ordinárias. Cada uma destas reuniões custou ao contribuinte em torno de R$ 150 mil, totalizando R$ 4,8 milhões ao longo do ano. É o mesmo que dizer que, a grosso modo, o mandato de cada vereador custou para Vilhena R$ 480 mil (considerando, aqui, todo o aparato necessário ao funcionamento do Legislativo).

No entanto, a conta não é "redonda". As despesas de cada parlamentar variam de acordo com a sua importância hierárquica. Os membros da mesa têm vencimentos distintos aos dos demais e alguns vereadores mais influentes possuem mais assessores: Pedro Panta (PRP), por exemplo, chegou a ter 21 lotados (conforme investigação da Polícia Civil) em seu gabinete e gastou 36 diárias a R$ 500,00 cada = R$ 18 mil. Já José Garcia (DEM) foi o que menos teve despesa com diárias dentre os dez vereadores: gastou sete = R$ 3,5 mil [ele garante que devolverá R$ 1.050 na semana que vem].

José Cechinel (PSC), que assumiu o mandato a dois meses e meio, ainda não recebeu nenhuma diária e tem apenas dois assessores lotados em seu gabinete, sendo que um deles é um primo de segundo grau, nomeado com salário em torno de R$ 2,5 mil.