Durante a sessão desta terça-feira, 5, da Câmara de Vilhena, pelo menos três vereadores se manifestaram sobre a atuação das empresas funerárias locais. Ronaldo Alevato (PMDB), Carmozino Taxista (PSDC) e Wanderlei Graebin (PMDB) criticaram a atuação dos “papa-defuntos”, que estariam frequentemente se envolvendo em brigas por cadávares.
Carmozino propôs uma reunião entre as funerárias e o poder público, a fim de normatizar o serviço. Já Graebin quer que seja votada uma lei impedindo os agentes de entrar no Hospital Regional para abordar as famílias que precisam contratar funerais.
Alevato (FOTO) foi mais longe e lembrou que, além de brigas, há outros episódios envolvendo as funerárias. Entre as suspeitas que chegaram a recair sobre as firmas do segmento, constam tráfico de órgãos e comercialização de cadáveres de indigentes, que teriam sido utilizados em uma escola de medicina.
A idéia de Ronaldo seria fazer com que o cemitério local fosse destinado às funerárias, que em troca da exploração do serviço, ofereceriam como contrapartida a melhoria da infraestrutura do “campo santo”. Já prevendo que as desavenças poderiam ser levadas também para o empreendimento, o vereador condiciona a entrega do cemitério a um plano claro de atuação dos beneficiados.