Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o aumento desse tipo de crime foi de 340%
 
A pandemia do novo Coronavírus trouxe medo e insegurança à população para além do universo sanitário. A pandemia impôs o isolamento social que levou um número muito maior de pessoas ao mundo virtual, seja para trabalho remoto, interação social ou compras. Esse aumento do fluxo de conexões online levou a um crescimento substancial no número de golpes virtuais aplicados pelo computador ou o celular. Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o aumento foi de 340%.
 
Em Vilhena, de acordo com o policial civil Wilson Tabalipa, que também é vereador pelo PV, durante a pandemia houve um aumento de 40 a 50% de golpes, aplicados principalmente via WhatsApp. Muitos deles divulgados pela FOLHA DO SUL ON LINE.
 
Preocupado com essa elevação no número de pessoas lesadas pelos golpistas, Tabalipa fez a impressão de uma cartilha lançada por uma investigadora da Polícia Civil de São Paulo. O material já está sendo distribuído na cidade pelo parlamentar.
 
“A informação é a melhor forma de se proteger contra esses estelionatários. E, quando nós pesquisávamos sobre esse tema, descobrimos no interior de São Paulo, a policial civil Bárbara Camapum, que é de Presidente Prudente. Ela escreveu uma cartilha que aborda esse assunto e traz os tipos de golpes mais praticados; além de orientações de como evitar cair nessas armadilhas”, disse o policial/vereador.
 
Com uma linguagem de fácil entendimento, a Cartilha “Golpe? Tô Fora!” contextualiza 14 dos golpes mais comuns, como o “golpe do falso sequestro”, do “parente que o carro quebrou”, do “intermediador de vendas” e do “cartão bancário clonado”. 
 
  A publicação estará disponível gratuitamente para o público em alguns órgãos públicos como, por exemplo, a UNISP – Unidade Integrada de Segurança Pública. “A autora também lançou um aplicativo que tem o mesmo nome da cartilha e pode ser baixado em lojas virtuais”, pontuou Tabalipa.