Caminhoneiro diz que seu salário era de R$ 30 por mês

O FOLHA DO SUL ON LINE conversou, na manhã desta segunda-feira, 29, com o venezuelano José Luiz Rivero Hernandez, 39 anos, que há quatro dias está em Vilhena, à procura de emprego. Ele dorme em postos de combustíveis, na rodoviária e no estacionamento do Hospital Regional.

Hernandez criticou o presidente Nicolás Maduro que, segundo ele, exerce uma ditadura na Venezuela. O refugiado diz que perdeu o emprego como caminhoneiro porque o governo de seu país parou o setor de transportes. “Falta emprego e alimentos lá, hermano”, denunciou.

Morador da cidade de Altagracia de Orituco, Estado de Guárico, na região central da Venezuela, José Luiz entrou no Brasil por Roraima, e garante ter chegado em Vilhena pegando caronas. Ele já passou por Manaus, Porto Velho e Rolim de Moura.

O venezuelano diz que, em seu país, recebia 900 mil bolivares (a moeda de lá) e calcula que, pela conversão, o total seria equivalente a R$ 30 mensais. Ele diz que tem experiência como motorista de carreta, soldador, eletricista e pintor. Quem quiser contratá-lo pode ligar para os números exibidos na imagem abaixo.