Vendedores ambulantes enfrentam dificuldades no tempo das chuvas em Vilhena. Há mais de 4 anos comercializando redes, toalhas, capas de bancos de automóveis na cidade, o jovem Fabrício Cruz acompanha o pai, que exercia a mesma atividade em Porto Velho, onde moravam. Segundo o rapaz, que expõe seus produtos nas proximidades da estação rodoviária, o maior movimento é pela parte da manhã. Neste horário os fregueses aproveitam pra comprar em tempo de menos sol. Mas atualmente, em virtude das chuvas, que começaram já no final do mês passado, as vendas estão “fracas”. E a temporada de “vacas magras”, quando os negócios caem até 50%, deve perdurar até março do ano que vem, quando o inverno amazônico chega ao fim.
Além de Fabrício e seu pai, outros ambulantes que trabalham no centro da cidade, principalmente nas proximidades das agências bancárias, revelam ser difícil vender relógios, e outras mercadorias, como bonés e redes, em tempos de chuvas. A situação se complica na temporada das águas porque os vendedores não podem improvisar barracas, já que não possuem autorização para abordar clientes em áreas públicas. Já o vendedor de picolés Geraldino Campos, de 56 anos, diz que terá de procurar outros serviços como, por exemplo, de ajudante de obras ou nas Fazendas, pois é impossível parar nas praças públicas com chuvas. As chuvas vão aumentar e, por enquanto o picolezeiro aproveita os raros momentos de tempo firme, mas não está vendendo como no tempo de calor.