Estimativa de gastos mensais com ração, medicamentos, veterinário, manutenção (água, luz), gira entorno de R$ 20.000,00
 
Não é necessário ser um observador atento para perceber o grande número de cães e gatos soltos nas ruas de Vilhena. Alguns até têm casa, mas a grande maioria foi abandonada por seus tutores. Como a cidade não possui um Centro de Controle de Zoonoses que poderia acolhê-los, esses animais abandonados acabam sobrevivendo por conta própria.
 
Em atuação há alguns anos, a ONG Amor de 4 Patas resgata, acolhe e tenta encontrar um lar para esses animais. O FOLHA DO SUL ON LINE conversou com a professora Andressa Gregolin Moreira, uma das voluntárias que atuam na ONG. Ela confidenciou que os resgastes acontecem todos os dias nas mais diversas partes da cidade. “Quando nós,  voluntários, encontramos um animal da rua ou quando alguém nos avisa que tem um cachorro ou gato sofrendo maus tratos, a gente busca meios de resgatá-lo”, pontuou.
 
Conforme a voluntária, nesta semana dois cães foram resgatados, um deles muito desnutrido e o outro com problemas na coluna, como mostra o vídeo abaixo. “Em geral resgatamos animais doentes, magros, debilitados, e na maioria dos casos eles precisam ser levados no mesmo dia para o veterinário devido à gravidade da situação”, explicou a professora.
 
Foi o que aconteceu com a dupla resgatada esta semana. Mas, tudo isso gera um custo com veterinário, exames, medicamentos e por vezes internações. “O custo é alto. Por exemplo, dependendo do estado do animal, varia de R$ 800,00 a R$ 3.000,00 para o tratamento inicial no veterinário. Isso nas clínicas veterinárias que possuem convênio com a ONG”, ponderou.
 
Os resgates realizados esta semana foram feitos dias após a instituição informar em nota publicada em sua página em uma rede social, que não poderia mais receber novos animais por causa da lotação. Ainda assim, os resgastes foram feitos. “Mesmo sabendo da lotação e dos recursos escassos, resgatamos os animais e tiramos o dinheiro do próprio bolso para o tratamento”, disse a voluntária, revelando que alguns animais são levados para casas de pessoas que os recebem em um lar temporário.
 
Ainda sobre a situação atual do abrigo, Andressa Gregolin afirmou que são cerca de 150 cães, 50 deles em lares temporários; e 300 gatos. Segundo Andressa, a estimativa de gastos mensais com ração, medicamentos, veterinário, manutenção (água, luz), gira entorno de R$ 20.000,00.
 
“O abrigo é mantido por meio de doações. Não recebemos nenhum valor do poder público; embora já tenhamos solicitado ajuda da Câmara de Vereadores, da Prefeitura e de deputados, mas até agora nada”, lamenta.
 
Andressa Gregolin disse que a chegada de novos animais ao abrigo ocorre numa velocidade muito maior do que se conseguem tutores responsáveis para adoção.
 
Quem se interessar em adotar um amigo leal, pode entrar em contato com a Adriana pelo número (69) 98474-1821. “O endereço passamos somente nos casos da pessoa querer realmente ir lá, pois o nosso medo de tornar público o endereço é das pessoas abandonarem os animais lá na frente; e isso já ocorre, mesmo com o endereço não sendo público”, revelou a voluntária. 
 
Como citado acima, a ONG se mantém graças a doações e ao trabalho voluntário, por isso, quem quiser contribuir para a manutenção desse trabalho voltado para o bem estar dos animais, mas que também contribui para a saúde pública, a ONG possui alguns canais. Um desses canais é via PIX cuja a chave é amorde4patasvha@hotmail.com.
 
Também pode passar nas clínicas veterinárias Agrivet, SOS Animal, Espaço Animal, Clínica São João, Centro Médico FARON e deixar pago o valor que desejar; ou pode comprar ração e deixar para retirar na clínica; ou se quiser levar até o abrigo e conhecer o espaço pode mandar mensagem para a Adriana no (69) 98474-1821.