Um grupo de empresários vilhenenses realizou uma grande aventura Off Road em veículos especiais para estradas de difícil tráfego, divididas em três Estados da região amazônica.

A expedição, denominada DTA (Desafio Transamazônico), percorreu 1.700km desde a saída em Vilhena, no dia 03 de março. Usando jeeps do tipo Troller, caminhonetes Hilux e até um Toyota Bandeirantes, os pilotos elaboraram um traçado praticamente 100% em estradas de chão.

De Vilhena, os pilotos partiram para Juina, e passaram por Aripuanã (MT), onde visitaram a Cachoeira das Andorinhas, uma das maiores da região. Depois seguiram em direção a Colniza, Guatá, Guariba, todas no Mato Grosso, e trafegaram um longo trecho pela famosa Estrada do Estanho. Após um bom descanso em um lugar conhecido por pilotos de off road como “150”, os aventureiros seguiram caminho até Humaitá (AM).

Durante o trajeto, além da lama, os pilotos puderam contemplar locais ao qual poucas pessoas tem acesso. São inúmeras cachoeiras, lagoas e trechos de floresta fechada, típicas da região amazônica.

Os preparativos demoraram quase um ano. Eles se reuniram inúmeras vezes para planejar a viagem. Detalhes importantes, como a presença de um mecânico, alimentação, mapa do trajeto e o destino final, foram amplamente discutidos. Apesar de todo o preparo, a equipe enfrentou pequenos problemas,  como falta de freio em um dos jeeps e troca de peças em outros. Nada significativo para uma aventura dessa natureza.

“A expedição durou dez dias e rendeu histórias para a vida toda”, conta o empresário Anilto Santos de Morais, o “Neguinho” da Digitall. Segundo ele, o que é sofrimento para quem depende desse tipo de estrada, pra eles é uma aventura. Atolar no barro, cobrir o carro com a água dos rios e passar em pontes estreitas, sem muita segurança e balsas é o que move o grupo. “Passamos à noite por pontes cobertas de água e enfrentamos barreiros que mesmo caminhões traçados com guinchos tinham dificuldade de atravessar”, conta o aventureiro.

Uma das ferramentas usadas pelos expedicionários foi o rádio amador. Além de importante, o “efeito” do rádio na aventura aumentava a adrenalina, já que os participantes desfrutavam quase simultaneamente das mesmas imagens que apareciam a todo momento. Mesmo com tecnologia à disposição, os pilotos fizeram a própria comida e tomaram banho através de uma torneira instalada em cima dos jeeps, principalmente quando acampavam pela estrada.

No final, a recompensa pode ser percebida na foto do grupo, registrada na entrada da cidade de Lábrea (AM), destino final traçado para a aventura. A foto pode simbolizar o troféu dos pilotos vilhenenses que escolheram a cidade para encerrar a aventura, já que Lábrea é a última cidade da região possível de chegar por estradas, principalmente pelas péssimas condições do trecho entre Humaitá e o destino final.

De volta pra casa no dia 13 de março, os aventureiros trouxeram na bagagem, além de muita lama, belas histórias, fotos e imagens ricas de 240 horas de exploração da mata amazônica, em estradas de tirar o fôlego. Passado o cansaço eles já pensam em organizar uma nova expedição para 2016, desta vez, possivelmente com mais pilotos.

Participaram do DTA Transamazônico os pilotos Nico, João Pedro, Purga, Evelânio, Paulo, Neguinho e Giovani, além dos chamados “zequinhas” – uma espécie de auxiliar que normalmente é um amigo do piloto e que acaba ajudando nas tarefas diárias pelo puro prazer de participar da expedição.