A frente do Frigorifico JBS, unidade de Juína, está tomada pelos funcionários que resolveram paralisar as atividades na manhã desta segunda-feira, 21, com objetivo de fechar definitivamente um acordo firmado no ano passado, entre empresa e sindicato da categoria que até agora não foi cumprido.
Nesse acordo, segundo João Suquerê, Diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Alimentação Frigorifica de Mato Grosso, foi definido o piso salarial de R$ 730, além de reajuste de 7%. No entanto, a empresa não cumpriu o acordado. Agora o sindicato enviou a empresa outra proposta, agora com piso salarial de R$ 850 e reajuste de 12%.
“Nós viemos na tentativa de acordo da convenção coletiva de trabalho referente ao ano de 2012, tivemos 5 reuniões, 3 delas com a empresa e o sindicato em Cuiabá, e levamos o JBS junto ao Ministério do Trabalho na mesa redonda. Hoje pela manhã a empresa disse que não quer trabalhador parado e não vai negociar, porque não vai ter avanço dessa forma, a manifestação será durante todo o dia até a empresa se manifestar e dar o reajuste salarial que é justo e estar na constituição”, afirmou João Suquerê.
Pela manhã houve um princípio de confusão, mas foi resolvido com a presença da Polícia Militar, rondas são feitas constantemente no local.
Denúncias
Maria Vilma Souza ferreira, que trabalha há mais de dois anos no frigorífico fez uma série de denúncias e afirma já estar com sequelas nos braços e mãos. “Eu não tenho hora de almoço e descansamos apenas 15 minutos. Eu faltei em um feriado e descontaram três dias, quando fique doente não quiseram pagar os remédios, a empresa disse que não fiquei doente na empresa, até hoje sinto dores nas mãos e braços”, desabafou.
Os trabalhadores denunciaram a falta de profissionais no interior do JBS. “Aqui não tem médico nem enfermeiro, se precisamos de remédio não tem, quem quiser traga de casa. O meu salário é de R$ 656 na carteira, outros recebem R$ 622. Já tem um ano e nunca deram o nosso reajuste que é um direito nosso”.
Segundo João Sequerê essas denúncias vem acontecendo no JBS de Juína e o sindicato vai tomar as decisões cabíveis dentro da lei.
Procurados os representantes do JBS de Juína não quiseram gravar entrevista e apresentar a versão acerca do manifesto e das denúncias.