“Existe uma lei que não pode ter mais de 50 táxis no município, e tem hoje 300 carros no aplicativo, então está desigual”
 
 Em manifestação na manhã de terça-feira, 21, os taxistas de Vilhena reivindicaram que seja aprovada uma lei para regularizar a atividade dos motoristas de aplicativos de mobilidade urbana, e que eles sejam fiscalizados assim, como os taxistas são. O protesto aconteceu em frente a Semtram (Secretaria Municipal de Transportes e Trânsito).
 
O presidente da Astavir (Associação dos Taxistas de Vilhena), Carlos Aparecido de Mello, esteve na redação do FOLHA DO SUL ON LINE e disse que o movimento aconteceu para que seja aprovada uma normativa que eles enviaram ao poder público, e que determina normas que os motoristas de aplicativo devem seguir, assim como acontece com os taxistas.
 
Carlão acrescentou que, em Vilhena, os motoristas de táxis não são contra a Lei Federal que regulamentou os serviços de motoristas particulares dos aplicativos, mas que esperam que haja uma fiscalização e regras quanto a prestação desse serviço.
 
“Nós, taxistas, temos todo um procedimento. Durante o ano é entregue atestado de saúde e criminal, e são feitas vistorias, para montar uma pasta na Semtran”, comentou.
 
A Lei em questão foi enviada para a Prefeitura de Vilhena, depois para a Câmara Municipal, mas, a aprovação vem sendo adiada. “Na rodoviária chegou a um ponto em que eles queriam invadir. Ontem (terça-feira, 21) começou dar conflito, e isso não é bom, pode chegar a casos graves. A gente fez várias reuniões com o prefeito, com os vereadores, e não chegaram a nada de decisão”, comentou Carlos.
 
O entrevistado disse ainda que o projeto criado por seus colegas de trabalho em Vilhena já foi usado por outros municípios, mas, aqui na cidade não há previsão de quando entra em vigor.
 
Uma sessão extraordinária foi marcada para a sexta-feira, 24, para que os vereadores leiam o projeto de lei, que será votado no dia 04 de fevereiro. O pedido principal é que haja fiscalização, e que algumas normas sejam determinadas, como por exemplo, que a prestação do serviço seja feita apenas pelo aplicativo, e não por fora dele, como alguns motoristas têm feito.
 
O responsável pelo ponto de táxi do terminal rodoviário, Maurício Santana, comentou que o projeto de lei foi enviado para a Casa de Leis pelos trabalhadores de sua categoria há um ano e, inicialmente, foi pedido um prazo de oito dias para ele ser colocado em pauta, mas, até o momento não obtiveram respostas.
 
“Existe uma lei que não pode ter mais de 50 táxis no município, e tem hoje 300 carros no aplicativo, então está desigual”, ressaltou. Maurício completa que o objetivo não é limitar a quantidade de veículos que fazem o serviço, mas, que eles sejam fiscalizados assim como acontece com os taxistas.