Denúncia no MP teria sido feita por locadores
Um taxista que atua em Vilhena há mais de 30 anos ligou para o FOLHA DO SUL ON LINE, na manhã desta sexta-feira, 03, a fim de dar sua versão sobre uma investigação deflagrada pelo Ministério Público quanto uma suposta venda de placas que teria beneficiado políticos locais. Entenda aqui.
Ao comentar o caso, o entrevistado, que preferiu não se identificar, disse que dos 48 táxis autorizados a circular na cidade atualmente, 26 são alugados para terceiros. Os donos das placas recebem dois salários mínimos pela locação.
O taxista negou ter havido manipulação na concessão das autorizações e revelou que as placas estavam disponíveis desde 1991. Sobre a demora para que elas fossem repassadas, o denunciante faz uma acusação pesada: “Nenhum prefeito até então fez as concessões porque recebia apoio dos donos de placas, que vivem de aluguel. O Rover liberou e não cobrou nada por isso”.
Segundo o motorista de praça, a denúncia que levou à abertura do inquérito sobre o caso no MP foi feita pelos locadores. “Com as novas placas, o aluguel que eles recebiam passou de três para dois salários. Perderam dinheiro e inventaram essa conversa de que teve corrupção”.
O profissional do volante disse que é fácil para as autoridades checarem quem recebeu a autorização e chamar todos para serem ouvidos. “Não houve mutreta. Os mais antigos em atividade foram contemplados”.