A bela “aula” de história apresentada ontem (quinta-feira, 21) pelo ex-prefeito Marlon Donadon (PRB) em defesa do polêmico “Banheiro Coreano” instalado em Vilhena foi, em parte, apenas uma cópia descarada da justificativa de um projeto de uma vereadora do Rio de Janeiro.
Em boa parte do artigo "Pelo banheiro se conhece o chefe da casa", Marlon não mudou sequer uma vírgula em relação ao texto original e assinou como sendo de sua autoria. Foi uma fraude flagrante. Para ter certeza da tapeação cometida pela ex-prefeito, basta o leitor acessar: http://74.125.93.132/search?q=cache:http://www.aspasiacamargo.com.br/docs/pl/PL1734.doc
O que Marlon não copiou do projeto da vereadora Aspásia Camargo, do PV carioca, é o preço da implantação de cada banheiro proposto por ela: R$ 12,6 mil. Havendo, ainda, a estimativa de um “lucro” de R$ 600 mensais sobre esse valor adquirido através da utilização do espaço publicitário e da taxa de uso.
Claro que, no Rio, não foi implantado nenhum banheiro chique e coreano como o de Marlon Donadon, mas sim, espaços usuais e adequados ao fim a que se destina. Com os R$ 180 mil gastos pela prefeitura de Vilhena, daria para construir uns banheiros, atendendo um maior número de pessoas que, assim, não precisam mais sair de fraudão nas ruas, como sugeriu o ex-prefeito.
O banheiro do Marlon foi inaugurado no ano passado pelo prefeito Zé Rover (PP), funcionou apenas seis meses e está interditado desde o final do ano passado para reformas, apresentando problemas no teto.
Além do custo da obra, a prefeitura tem despendido recursos para a sua manutenção e segurança. No Rio de Janeiro, no mesmo projeto copiado por Marlon – apenas na parte que o interessou – está prevista a receita que assegurara a conservação do espaço sem ônus para o erário.
*** VEJA O PRIMEIRO PARÁGRAFO DO ARTIGO DE MARLON:
As sociedades humanas se consolidaram com a construção das cidades. Centros de poder, de atividades econômicas, de convivência e de lazer, elas multiplicaram as potencialidades dos seres humanos. Mas a grande concentração de pessoas também trouxe dificuldades, tanto para alimentá-las de todos os bens e serviços necessários como para dar conta da geração, em grande volume dos resíduos decorrentes de suas atividades coletivas e necessidades fisiológicas. Para solucionar um desses problemas foram criados, na Roma antiga, os primeiros sanitários públicos conhecidos. No século III d.C. Os romanos podiam escolher entre 144 instalações sanitárias públicas. Ainda hoje o refinado sistema de Roma causa admiração a todos.
*** VEJA UM TRECHO DA JUSTIFICATIVA DO PROJETO DA VEREADORA CARIOCA:
As sociedades humanas se consolidaram com a construção das cidades. Centros de poder, de atividade econômica, de convivência e de lazer, elas multiplicaram as potencialidades dos seres humanos. Mas a grande concentração de pessoas também trouxe dificuldades, tanto para alimentá-las e abastecê-las de todos os bens e serviços necessários como para dar conta da geração, em grande volume, dos resíduos decorrentes de suas atividades coletivas e necessidades fisiológicas.
Para solucionar um desses problemas foram criados, na Roma antiga, os primeiros sanitários públicos conhecidos. No século 3º d.C., os romanos podiam escolher entre 144 instalações sanitárias públicas. Ainda hoje o refinado sistema da cidade causa admiração a todos. Na Idade Média, entretanto, perderam-se as conquistas dos romanos, e a falta de limpeza nas cidades atingiu um ponto absolutamente crítico, com as necessidades realizadas diretamente nas ruas, situação que perdurou até o início dos tempos modernos.