Globo do Acre deu detalhes do caso


Vem causando furor no Cone Sul a informação (ainda não confirmada oficialmente), de que a justiça do Acre pode liberar as contas da Telexfree, que estavam bloqueadas após denúncia do Ministério Público, acusando a empresa de funcionar como um esquema ilegal de pirâmide financeira.
Em cidades da região, vários investidores ficaram com dinheiro retido após o bloqueio. E são estas pessoas que vêm usando as redes sociais para veicular a informação de que a companhia conseguiu uma “vitória” no Tribunal de Justiça acreano.
A verdade, no entanto, segundo reportagem da afiliada da Rede Globo no Estado vizinho, é que a juíza Thaís Borges, titular da 2ª Vara Cível da Comarca de Rio Branco, apenas deu prazo para que a Ympactus Comercial S/A, a Telexfree e o Ministério Público do Acre (MP-AC) se manifestem sobre o laudo pericial feito após uma auditoria nas contas da empresa. O laudo havia sido entregue à Justiça no dia 11 de fevereiro de 2015, mas o teor não foi divulgado.
De acordo com o Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC), o laudo é conclusivo e agora as partes terão um prazo de 15 dias cada para se manifestarem sobre o conteúdo. Caso uma delas conteste o documento terão que apresentar novas provas.
No entanto, caso não ocorram manifestações de nenhuma das partes no período, a juíza poderá entrar na fase final do processo e proferir uma sentença sobre o caso, que já se arrasta desde junho de 2013.


Entenda o caso

A Justiça dos Estados Unidos decretou, no último dia 17 de abril, o congelamento dos bens do grupo Telexfree. O pedido foi feito pela Securities and Exchange Commission (SEC), órgão equivalente à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) brasileira, e determinado pelo Tribunal Distrital de Boston.

No Brasil, a empresa está proibida de realizar pagamentos e aceitar novos membros desde junho de 2013, quando a Justiça do Acre julgou procedente uma Ação Civil Pública proposta pelo Ministério Público contra a empresa. De acordo com o MP-AC, a Telexfree é suspeita de operar uma pirâmide financeira. Somente no Acre, o número de pessoas que participaram do negócio é estimado em 70 mil, conhecido como marketing multinível.