Manifestação aconteceu na manhã de hoje, em frente o Tiro de Guerra
Na manhã desta segunda-feira, 15, centenas de vilhenenses se reuniram na frente no Tiro de Guerra, no bairro Jardim das Oliveiras. Vestidos de verde e amarelo e carregando bandeiras do Brasil e cartazes contra o STF e pedidos de intervenção militar, os manifestantes saíram depois em carreata com destina ao Palácio dos Parecis, sede da prefeitura de Vilhena. Apesar da aglomeração, a grande maioria dos presentes usava máscaras.
De acordo com um empresário que fez as vezes de mestre de cerimônia, a manifestação foi de apoio ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e por intervenção militar. “O presidente sinalizou pra nós. E agora, nós, o povo brasileiro, temos que sinalizar pra ele o que nós estamos querendo. E nós estamos querendo a intervenção militar”, disse o empresário à multidão.
Na sequência de seu discurso, o comerciante, que é dono de um restaurante, reforçou: “Nós estamos pedindo uma intervenção militar com o presidente Jair Bolsonaro junto. Pra que ele seja o nosso presidente, pra que ‘desengesse ele’. Para que as Forças Armadas tomem conta desse país, pra que mude a história do nosso país. Nós somos todos patriotas brasileiros, todos nós aqui estamos apoiando o nosso presidente”, disse.
Em sua fala à multidão, o mesmo empresário também criticou os ministros do STF, questionando a forma como chegam ao cargo, e acusando os membros da Corte de terem, nas palavras dele, rabo preso. “Aqueles ministros do STF são todos indicados. Indicados por quem? Pela roubalheira que passou no nosso país, pelos governos que passaram saqueando e roubando o nosso país. É troca de favores. Juiz pra ocupar aquele lugar, ele tem que ser concursado, não indicado. Não ter rabo preso. O que tá acontecendo é isso: ministros do Supremo com rabo preso fazendo favores para aqueles bandidos que saquearam, roubaram, e deixaram o nosso país da forma que ficou”, verbalizou.
E as falas contra o STF continuaram: “O presidente Jair Bolsonaro disse que o Exército tem aviões pra levar oxigênio aonde precisar. Tem navios pra levar oxigênio aonde precisar. Tem hospitais de campanha pra ser montados aonde precisar. E o que acontece: o STF o engessa. Olha isso! O STF engessa as ações do nosso presidente”, afirmou antes de concluir: “O STF todo é comunista! Eles todos são comunistas. Eles estão engessando o nosso presidente. Eles estão engessando as Forças Armados de agir no nosso país. De auxiliar o povo brasileiro”.
Por fim, dirigindo-se ao 1º Sargento Diegomar dos Santos, comandante do Tiro de Guerra de Vilhena, disse: “Pedimos que o senhor documentasse esse movimento que teve hoje aqui. Que o senhor envie esse documento aos seus superiores em Manaus, que o senhor envie esse documento pros seus superiores em Brasília. Nós estamos aqui, amigo, porque nós somos amigos da Pátria, nós apoiamos as Forças Armadas, nós apoiamos o Exército Brasileiro, a Aeronáutica, a Marinha, nós apoiamos.”
Outro empresário a fazer uso da palavra foi Gilson de Souza Vieira. Ele criticou a falta de medidas dos governantes para a proteção das empresas e manutenção dos empregos. “Tantas pessoas perdendo o emprego, o comércio definhando. E não tem nenhuma medida dos nossos governantes pra ajudar as empresas e muito menos pra defender empregos. Continuam batendo na mesma tecla: é lockdown, é isso, é aquilo. E não tem nenhuma medida eficaz neste momento pra ajudar a salvar os empregos dos nossos funcionários”, ponderou.
O presidente da Aciv – Associação Comercial e Empresarial de Vilhena – Dirceu Hoffmann, que começou a sua fala alegando que “é hora de parar de falar e agir”, também teceu críticas ao STF, aos salários do funcionalismo público (que ele taxou de mordomias); e disse que está na hora do Exército ajudar.
“Acho que chegou a hora da gente parar de falar e agir. Estamos falando demais e agindo de menos. Tá na hora de nós pegarmos e mostrarmos a força do povo. Rapaz, nós não podemos mais aguentar o que esse Supremo Tribunal está fazendo. Alguém aqui voltou em algum ministro do supremo? Nós votamos no senhor Jair Messias Bolsonaro. Ele é o nosso presidente, ele é quem tem que comandar isso aqui. E se ele for ruim, vamos tirar ele também. Chega! Estamos sendo massacrados por esses bandidos. Tá na hora do nosso Exército nos ajudar. Eu tenho certeza que tem muitas pessoas de bem no Exército pra combater essa corrupção. Porque se nós formos depender de políticos estamos lascados”, disse, antes de continuar: “Chega dessas mordomias. É uma vergonha um funcionário público hoje ganhar o dobro do que ganha um trabalhador. Nós que temos que sustentar eles. Eles são nossos funcionários, gente. Hoje tem pouca gente que consegue ganhar o que ganha um funcionário público que trabalha pra nós. Desculpa os funcionários públicos que estão aqui, mas isso é uma verdade. Agora os funcionários nossos ganhar mais do que o patrão que fica lá 12, 16 horas trabalhando? Nós temos que agir. Tá na hora de agir. E se não fizermos nada, daqui um tempo quem tem empresa não vai ter mais. Quem é funcionário não vai ser mais; porque do jeito que tá o sistema, nós vamos trabalhar todos pro governo. É isso que eles querem. Nós temos que tomar a frente. Tomar a conta”.
O dentista e pioneiro vilhenense, Paulo Veit, também discursou. Ele afirmou que o povo é o quarto poder; falou sobre educação e disse que as universidades “foram tomadas por reitores, muito bem pagos, pra fazer a plantação da semente do comunismo e do socialismo’.
“Olha a qualidade da nossa educação. Professores sem condições de ser reciclados, de ser valorizados, de ser bem pagos, porque merecem. Cuidam dos nossos filhos. Ensinam os nossos filhos a civilidade que hoje não temos. Ensinam os nossos filhos os bons princípios, que nós não temos. Nós, pais, sentimos a carência desses professores, porque as universidades foram tomadas por reitores muito bem pagos, pra fazer a plantação da semente do comunismo e do socialismo. Será que é isso que vocês querem, quarto poder? O presidente pede a nossa força, o nosso apoio, porque ele não pode solicitar. Mas, nós podemos solicitar como quarto poder, o poder mais forte que existe na nação, enquanto república democrática, é o nosso poder”, afirmou, antes de concluir: “E nós não queremos perder esse poder da democracia. Nós precisamos da nossa união. Estamos aqui em frente ao Exército Brasileiro pra pedir a eles que tomem ordem é poder pra ajudar o nosso presidente a salvar a nossa nação do comunismo”, disse Veit.
Fotos
Autor:
Rogério Perucci
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 15 de Março de 2021, às 15:54