Um agricultor, que mora e trabalha numa fazenda de soja na divisa entre Pimenteiras e Cerejeiras, está acompanhando o volume de chuva que cai sobre a região, na esperança de encontrar tempo favorável para a colheita da lavoura.
“Choveu 67 milímetros na noite de quarta para quinta”, diz Abel Silva, que acompanha a água que cai do céu por meio de um pluviômetro.
A preocupação do agricultor é, na verdade, para esta semana. “Já dessecamos uma lavoura inteira e temos de colher a partir de segunda-feira (hoje). Se chover demais pode atrapalhar tudo. Esperamos que esta semana seja de sol”, afirma, explicando que, para colher, primeiro é preciso dessecar a lavoura por meio de um veneno, que faz as plantas secarem rapidamente.
Apesar da preocupação com o clima instável, que é comum para esta época do ano, o agricultor que acompanha o volume pluvial afirma que este ano não está sendo mais chuvoso que 2013.
Já foram colhidas cerca de 40 por cento das lavouras do interior do Cone Sul. Apesar das dúvidas, ainda não é possível analisar se os sojicultores terão perdas com as chuvas torrenciais que têm caído na região. Ademais, o preço da soja está bom, mais de R$ 50 a saca, e o valor pago pela oleaginosa pode compensar as perdas com o clima.