Categoria iniciou greve em todo o Estado nesta quinta

Nesta quinta-feira, 16, os agentes penitenciários e socioeducadores cruzaram os braços em todo o Estado de Rondônia. A decisão pela paralisação da categoria foi tomada no dia 10 deste mês, na sede do Sindicato dos Agentes Penitenciários e Socioeducadores de Rondônia (Singeperon), em Porto Velho. 

Os grevistas reivindicam do Governo o debate para a confecção e aprovação do Plano de Carreiras, Cargos e Remunerações (PCCR) da categoria. Ainda de acordo com o movimento grevista, ao invés do PCCR, Marcos Rocha, titular da SEJUS, entregou uma minuta que, frustrando os servidores, ainda deverá ser analisada pelas Secretarias de Finanças, Planejamento, Orçamento e Gestão e Procuradoria Geral do Estado, antes de ser enviado à Assembleia Legislativa. 

De acordo com o sindicato da categoria, o documento da forma como está, trará prejuízos aos agentes penitenciários e socioeducadores, inclusive com perdas salariais.

Além do PCCR, uma promessa de campanha do Governador Confúcio Moura (PMDB), a categoria ainda reivindica melhorias nas condições de trabalho no tocante a equipamentos. 

Na paralisação do ano passado, os agentes vilhenenses denunciaram que trabalhavam com armas que não funcionavam, e coletes e munições vencidas. Nada mudou de lá para cá, segundo eles. “Continuamos com os mesmos coletes e armas, nenhuma providência foi tomada”, disseram.   

Os grevistas denunciaram que a SEJUS tem agido de forma a calar a categoria. Ontem, quinta-feira 15, o secretário de Estado da Justiça emitiu portaria (VEJA FOTO ABAIXO) proibindo os agentes de darem entrevista sem a autorização da SEJUS. 
Em Vilhena, os agentes se reuniram nas primeiras horas desta quinta-feira, 16, em frente ao Centro de Ressocialização Cone Sul, e de lá vieram para a Casa de Detenção, na área central da cidade. 

Alguns agentes denunciaram à reportagem do FOLHA DO SUL ONLINE que sofreram assédio moral do diretor administrativo do CR Cone SUL. Eles afirmaram que irão registrar Boletim de Ocorrência contra Gilvan Farel, que teria, segundo os agentes, ameaçado de punir os participassem do movimento grevista. “Ele fez ameaças e disse que não queria bagunça em frente ao presídio dele”, disse um agente.  

De acordo com os grevistas, a paralisação é por tempo indeterminado.