Comerciantes de vários segmentos em Vilhena estão irritados com a inércia do Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de Bens e Serviços de Rondônia (Sitracom), que estaria penalizando os estabelecimentos que cumprem a lei e deixando de fiscalizar as empresas que desobedecem à ordem de não abrir as portas em feriados.
A Convenção Coletiva firmada entre o Sitracom e o Sinalimentos, entidade que representa o comércio varejista, prevê que os dias 25 de dezembro e 1º de janeiro, além do Dia do Trabalho (1º de maio), seriam reservados para o descanso dos trabalhadores. No restante dos feriados, as empresas poderiam funcionar, desde que pagassem os direitos dos funcionários.
Acontece que, em Vilhena, empresas de diferentes ramos atenderam novamente no dia 25 de dezembro e devem estar novamente em atividade no dia 1º de janeiro. A alegação dos empresários que abriram as portas é singela: eles alegam não terem sido notificados da proibição de funcionamento.
Já as firmas que aderiram à Convenção Coletiva receberam notificação, que veio junto com uma ameaça: se descumprissem o acordo, seriam penalizadas com pesada multa. O problema é que, sem ter o que fazer, estes comerciantes viram os concorrentes faturarem no dia em que ninguém deveria atender o público.
Um empresário ligou para o FOLHA DO SUL ON LINE na manhã de hoje e, revoltado, disse que a falta de fiscalização (e, portanto, de punição) a quem não cumpre o trato entre os dois sindicatos, é um absurdo praticado pelo Sitracom. “Se o sindicato nos ameaça com multa, mas não pune os concorrentes, a lei não vale para todos”, argumenta, com razão, o denunciante.