Denunciante cita caso de veículo que foi parar no mato após barra de direção quebrar
Na tarde desta quarta-feira, 29, esteve na redação do FOLHA DO SUL ON LINE, o sitiante Jorge Pinheiro de Lima, 54 anos, que fez uma denúncia grave em relação ao transporte de alunos em Vilhena. Ele diz temer que o filho e outras crianças alunos da Linha 135, onde mora há dois anos, percam o ano letivo.
Jorge denunciou que, após os estudantes ficarem 12 dias sem aulas, por falta de condução, ele próprio procurou a Secretaria Municipal de Educação de Vilhena, que prometeu resolver o problema. “Não adiantou nada, porque os ônibus continuam falhando. Anteontem e ontem, nenhuma criança da nossa comunidade foi à escola por falta de transporte”.
O denunciante diz que, mesmo com vistoria feita pela Semed e o Detran, para tirar de circulação os ônibus sem condições de transportar estudantes, a situação segue como antes. “Tem carro com mais de 30 anos de uso. Já houve caso de um deles quebrar a barra de direção e ir parar no meio do mato. Ônibus sem freio é o que a gente mais vê. É uma frota tão velha que não devia ser usada nem para transportar porcos”.
O agricultor diz que, para que os ônibus não sejam apreendidos, os motoristas não trafegam pela BR 364. “Eles andam pelas estradas de terra. E vivem quebrando. Na administração da Rosani já sofri com esse problema, que prossegue na gestão do Japonês. É de desanimar a gente”.
Jorge diz que, ao se queixar ao responsável pelo transporte na Semed, ouviu dele que há vereadores e até deputados pressionando-o para que ele não seja tão rigoroso ao fiscalizar a empresa responsável pelo serviço. “Se o meu filho não vai à escola, eu sou processado. Mas se ele deixa de ir por culpa da prefeitura, quem será responsabilizado?”, finaliza questionando.