A diretora regional do Sintero (Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Rondônia), Francisca Diniz (FOTO), comprou a “briga” de um grupo de 24 servidores da Escola Estadual Cecília Meireles que querem o impeachment da diretora do estabelecimento, Elizéia Oliveira de Moura. Ela é acusada de “assédio moral”. A sindicalista apoiou as supostas “vítimas” de Elizéia a ingressarem, ontem (terça-feira, 11), com a denúncia junto a Ministério Público.
O clima na escola é tenso faz dias. Na segunda-feira (10), servidores descontentes ficaram “amotinados” numa sala articulando a saída da diretora. Os alunos foram dispensados da aula e a representante da Seduc (Secretaria de Estado da Educação) foi chamada.
Uma nota do Sintero afirmou que a situação é “insustentável” e alertou que “não é a primeira denúncia sobre o comportamento reprovável da diretora”.
A vice-diretora, Laurita de Lima, pediu exoneração em apoio aos colegas. Em uma carta emocionada enviada a uma amiga, a ex-vice-diretora narra os “momentos de terror que viveu na escola”, inclusive quando foi proibida de participar de eventos como a Feira do Empreendedorismo. A carta também denuncia que na escola não se pode, inclusive, conversar com determinadas pessoas sem receber repreensão da diretora.
De acordo com o relato repassado à direção do Sintero, a diretora chama professores e funcionários de incompetentes, grita com os subordinados, e afirma que manda e que ninguém mexe com ela porque “tem costas quentes”.
OUTRO LADO – O secretario Executivo do Estado para o Cone Sul, Ilário Bodanese, e a representante da Secretaria Estadual de Educação, Vera Lucia Azevedo, reiteraram a confiança na diretora denunciada e disseram que ela vai permanecer no cargo.
A diretora Elizéia negou qualquer tipo de “assédio moral” e garante não ter problema com quem cumpre corretamente as atribuições do cargo. “A insatisfação é de quem quer benefício próprio. Aqueles que não querem nem cumprir o horário de expediente”, garantiu em entrevista ao www.folhadosulonline.com.br.