Estudantes do 9º período relatam descaso de instituição de ensino; grupo alega ainda sofrer ameaças de suspensão ao cobrar a solução do problema
 
Um grupo de acadêmicos do curso de Enfermagem de uma instituição de ensino superior na cidade de Cerejeiras procurou a redação do FOLHA DO SUL ON LINE para denunciar o que os próprios estudantes classificam como descaso e desrespeito por parte da entidade.
 
Os estudantes, que estão no 9º período da graduação, relatam que o cronograma de estágios obrigatórios para o início de 2026 não está sendo cumprido pela instituição.
 
A principal queixa dos alunos diz respeito à falta de vagas para estágio. Eles também questionam o critério adotado pela instituição para a distribuição dessas vagas. Segundo um dos estudantes ouvidos pela reportagem, do grupo de 35 matriculados, apenas 18 teriam a oportunidade de iniciar as atividades práticas neste semestre. A escolha dos contemplados, de acordo com o relato, foi definida por meio de sorteio.
 
Para os 17 alunos restantes, a instituição não apresentou qualquer previsão de início das atividades, o que compromete a conclusão do curso e a obtenção do diploma no prazo regular.
 
Além da incerteza acadêmica, os discentes denunciam o tratamento recebido pela administração da faculdade. "Eles não têm qualquer consideração pelos alunos. Quando tentamos falar com eles, as funcionárias são ríspidas e nos ameaçam; inclusive já deram suspensão para uma aluna que cobrou uma resposta deles. Além de não nos respeitar, não podemos reclamar, pois nos ameaçam de suspensão", afirmou uma estudante, que preferiu não se identificar por medo de represálias.
 
Até o momento, o grupo afirma que não conseguiu uma audiência com a direção da instituição para formalizar as reclamações e buscar uma solução conjunta.
 
O problema afeta não apenas moradores de Cerejeiras, mas também estudantes que se deslocam de municípios vizinhos, como Pimenteiras do Oeste, Corumbiara, Colorado do Oeste e do distrito de Vitória da União. Muitos realizam o investimento no transporte e na mensalidade com a expectativa de finalizar a formação profissional no período previsto.
 
Mesmo os 18 alunos selecionados via sorteio enfrentam incertezas, pois, segundo o relato, eles ainda não foram informados sobre a data exata em que as atividades de campo começarão. "Tudo o que nós queremos é que cumpram o que é nosso direito", pontuou a entrevista, falando pela turma.