Segmento gera centenas de empregos em Vilhena
A situação do setor de eventos e entretenimento de Vilhena e de todo o Estado de Rondônia é dramática. A maioria das empresas e profissionais da área não conseguirão manter seus negócios a partir do próximo mês de julho, segundo previu um empreendedor do segmento.
O setor já vinha sofrendo com a sazonalidade nos meses de janeiro a março, e quando começava a engrenar novamente, em abril, veio a pandemia de Covid-19, comprometendo ou fluxo de caixa das empresas.
De acordo com os artistas e empresários, as ações do governo federal não estão conseguindo chegar à ponta, o dinheiro não chega, as contas se acumulam e a desesperança vai tomando conta de todos.
“Sabemos que a pandemia atingiu a todos, uns mais e outros menos, no entanto, alguns setores da sociedade foram contemplados por medidas de auxílio que deram novo fôlego a eles. Os pequenos negócios empresariais são formados pelas micro e pequenas empresas (MPE) e pelos microempreendedores individuais (MEI). No Brasil existem 6,4 milhões de estabelecimentos. Desse total, 99% são micro e pequenas empresas (MPE), gerando mais de 55% de todos empregos com carteira assinada no país. É um absurdo as autoridades não priorizarem esse setor que tanto contribui para o PIB Brasileiro” desabafou um empresário, em conversa com o FOLHA DO SUL ON LINE.
A categoria estima haver mais de 2 mil pessoas e centenas de micro e pequenas empresas paralisadas desde março em Vilhena. São músicos, cantores, produtores, técnicos de áudio e vídeo, fotógrafos, designers, floriculturas, empresas de sonorização e luz, salões de eventos, maquiadores, decoradores, pessoal de logística, comunicação visual, eletricistas, pessoal de limpeza, empresas de aluguel de vestidos de noiva e ternos, buffets, cerimonialistas e DJs. Esses trabalhadores e empreendedores viram seus clientes sumirem e, com isso, seu faturamento ir praticamente a zero.
Algumas ideias, como por exemplo as Lives, foram implementadas, mas se mostraram incapazes de cobrir ao menos os custos da transmissão. “Não há outra forma de salvar o setor sem ajuda estatal, seja na forma de empréstimo a longo prazo com taxas acessíveis, projetos de incremento cultural através das redes sociais, prorrogação de impostos e obrigações sociais, suspensão de contratos dos colaboradores e outras medidas, que fariam com que passássemos por esse período de profunda retração dessa atividade”, argumentou outro microempreendedor.
“Nosso Setor pede socorro, pede um olhar mais cuidadoso e objetivo para com esses profissionais que começam a passar necessidades com o básico. Serão milhares de desempregados caso o socorro imediato não chegue”, disparou outro.
Existe um movimento em Cacoal e Pimenta Bueno para buscar ajuda para esse segmento. Agentes culturais e empresários estão se reunindo no sentido de sensibilizar vereadores, prefeitos, secretários, deputados, senadores e governador para um grande projeto de recuperação do setor com ações urgentes e emergenciais. “Precisamos de um projeto amplo, resolutivo e de rápida implementação. Temos certeza que ainda temos muito a dar a sociedade, em forma de bons serviços, recolhimentos de impostos e geração de emprego e renda”, finalizou um dos organizadores, em Vilhena, de um movimento destinado a cobrar uma solução das autoridades.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 26 de Junho de 2020, às 09:51