Um vereador de Cerejeiras também comprou a briga dos pombos que moram no prédio da prefeitura. Recentemente, os servidores municipais fizeram uma reinvindicação pública ao prefeito de Cerejeiras, Airton Gomes, do PP, para que ele desse um jeito nas aves que atormentam a categoria no local de trabalho.
Na última reunião da Câmara, realizada na segunda-feira, 16, o vereador Valmir Maciel, do DEM, fez uma indicação para que “uma empresa seja contratada para fazer a dedetização e vedação do prédio da prefeitura contra ratos, baratas e pombos”.
A situação da “pombaiada” no prédio da prefeitura, além de outros tipos de pragas urbanas que lá encontram abrigo, não é nova e agora atormenta a gestão de Airton Gomes.
O prédio que hoje abriga a prefeitura (FOTO) foi construído na década de 1990 para esta finalidade. O FOLHA DO SUL ON LINE conversou com um ex-servidor municipal, que trabalhou na prefeitura seis anos atrás. Segundo o funcionário aposentado, o problema dos pombos não é recente.
“Aqueles bichos lá são velhos. Sempre teve pombos na prefeitura”, disse o servidor aposentado, rindo da situação.
Mas agora, na gestão de Airton Gomes, a reclamação contra a revoada de aves no prédio da prefeitura adquiriu um caráter de reinvindicação por parte de alguns servidores antigos do município.
Segundo aliados do prefeito, a questão levantada por parte de alguns servidores, que ninguém sabe quantos são e nem quem são, é mais política que uma reivindicação de fato.
O militante progressista Wilmo Rios, conhecido de Airton Gomes de longa data e que foi militante na última campanha do atual prefeito, chega a ser irônico com a situação.
“Eu garanto que não há um pombo do Airton naquela prefeitura. Ali tem pombo do Zigue, do Manoel e até do Kléber”, diz o militante, citando os três últimos prefeitos de Cerejeiras, Eugênio Zigue, do PMDB, Manoel da Serraria, do PDT e Kléber Calisto, do PMDB. Além disso, o militante questiona: “Por que só agora estão reclamando?”.
Por outro lado, há um consenso entre os vereadores cerejeirenses, pelo que ficou demonstrado na discussão que tiveram, que a solução para a expulsão definitiva das aves (e para a paz do mandado do prefeito) seria somente uma: “A prefeitura precisa mesmo é de um novo prédio”, desabafou um dos parlamentares municipais na mencionada sessão da Câmara.