Após se libertado em fazenda, Fábio andou 30 km a pé
De volta a Vilhena, o coloradense Fábio Pilz resolveu dar detalhes sobre uma reportagem recente do FOLHA DO SUL ON LINE que envolveu seu nome: o seqüestro do qual foi vítima, no Mato Grosso, e que teria sido ordenado pelo “comendador” João Arcanjo Ribeiro, que domina o jogo do bicho no Estado vizinho. Lembre aqui.
Fábio, que tem 37 anos, contou que havia chegado à cidade Juara (MT), a fim de “abrir uma praça” de jogo do bicho para um grupo de Goiânia, rival de João Arcanjo.
Quando ia para o hotel, Pilz foi seqüestrado por dois homens e jogado dentro de um carro, mas uma cambista que trabalhava com ele viu a ação e entrou em contato com os bicheiros goianos, patrões da vítima.
Segundo Fábio, os seqüestradores avisaram que iriam levá-lo para Sinop (MT), mas acabaram entrando numa fazenda. Ele acredita que a ordem era para que fosse assassinado e seu corpo desovado na propriedade rural.
Antes da execução, porém, os seqüestradores receberam uma mensagem através do celular e, antes de soltá-lo, disseram: “mudança de planos”. Ele acredita que seus patrões goianos avisaram aos concorrentes matogrossenses que iria haver retaliação se o crime fosse consumado.
O entrevistado lembrou, na conversa com o site, concedida na manhã deste sábado, 22, que após ser libertado, teve que andar cerca de 30 km a pé. Reconciliado na igreja evangélica que freqüentava, até deu graças a Deus pela tecnologia do Mato Grosso: “Se tivessem me levado para uma fazenda sem torre de celular, não teriam recebido a mensagem e eu estariam morto”.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 22 de Junho de 2019, às 10:22