Todo o esgoto da cidade é captado por fossas sépticas
 
 Mais do que transtornos e riscos para a saúde pública, a falta de uma rede de esgoto em Vilhena, cidade que já superou a marca de 100 mil habitantes (em números não oficiais) pode trazer conseqüências econômicas.
 
De acordo com um leitor do FOLHA DO SUL ON LINE, que lida com o setor imobiliário na cidade, vários empresários estão repensando a decisão de erguer prédios comerciais e residenciais em Vilhena. Isso porque não dispõem de um sistema para que os dejetos produzidos nestes imóveis sejam descartados de maneira correta.
 
Recentemente, o dono de um destes prédios teria investido mais de 100 mil para construir uma nova fossa séptica para armazenar o esgoto produzido nos apartamentos.
 
Todas as residências e comércios despejam o rejeito em fossas, que estão sempre enchendo e precisam ser esvaziadas com caminhões, que recolhem o material e descarta na zona rural da cidade.
 
Com a decisão do governo federal, que anunciou a suspensão da verba que iria bancar a implantação da rede de esgoto e a ampliação da água em Vilhena, alguns empresários não descartam retornar ao Sul do país.
 
“Veja quantos já foram embora de Vilhena nos últimos anos. Ninguém cria raízes numa cidade que não oferece um mínimo de estrutura”, disparou o denunciante, que preferiu não se identificar.