A comissão formada na Prefeitura de Vilhena para investigar uma denúncia de assédio sexual contra um secretário municipal inocentou o acusado. O relatório conclusivo sobre o caso foi divulgado hoje pela assessoria do prefeito Zé Rover (PP).
Os nomes dos envolvidos no escândalo, que virou caso de polícia e está sendo investigado também pela Delegacia de Atendimento à Mulher, onde a suposta vítima prestou queixa, foram mantidos em sigilo.
O FOLHA DO SUL ON LINE ouviu um dos membros da comissão, que pediu para ter seu nome mantido em sigilo. Segundo ele, as testemunhas ouvidas não confirmaram as acusações feitas pela servidora que alegava ter sido alvo das investidas do secretário.
Acesse o link abaixo para relembrar o caso e, em seguida, leia nota oficial da prefeitura anunciando o relatório da sindicância. Nas imagens secundárias, o documento contendo detalhes da apuração.

 

http://folhadosulonline.com.br/noticia.php?id=14852

 

Nota à imprensa: relatório conclusivo acerca da denúncia de assédio


A comissão de Sindicância instituída pelo Decreto Municipal nº 28.052 composta pela presidente, Antônia Elza de Oliveira Magalhães e demais membros, sendo Adelires Calonego Albuquerque, Adilson Bernardino Rodrigues, Susiane Bonfim Martins Costa e Tiago Cavalcanti Lima de Holanda, realizou o relatório conclusivo dos trabalhos para a apuração do fato noticiado pela mídia local referente ao suposto assédio sofrido pela servidora na época dos fatos em uma das unidades administrativas da administração direta.
Com base na ocorrência policial nº 348/2013, que identifica claramente os envolvidos, a Comissão delimitou a investigação no âmbito da unidade administrativa de responsabilidade do acusado, considerando-o como o sindicado. Assim, a comissão ouviu os servidores lotados na referida pasta, por terem conhecimento dos fatos face à proximidade no dia a dia de trabalho com os supostos envolvidos.
As alegações da suposta vítima não foram confirmadas pelas testemunhas solicitadas pela comissão, muito menos pelas arroladas pelo sindicado, o que deu azo a fundamentação do relatório que não indicou qualquer prática de assédio sexual nem moral em relação à suposta vítima. A suposta vítima também não apresentou rol de testemunhas ou outras provas que pudessem comprovar sua versão.
Após análise dos interrogatórios, a Comissão identificou o comportamento do sindicado, que confirmaram a forma de tratamento brincalhão e extrovertido do mesmo em relação a todos os subordinados, sem distinção e sem caracterizar assédio sexual e/ou moral. Assim, pela ausência de provas, a Comissão decidiu pela não penalização do secretário e pediu a manutenção do sigilo para preservar a imagem dos envolvidos.