O piloto do avião Cesna 206, TC, de prefixo P-VIM, Paulo Cesar Bertocini, o “Paulinho Pium”, que desapareceu após decolar de Juína (MT) por volta das 07h do último domingo (1º/12) recebeu a última ligação no celular por volta das 08h30 enquanto sobrevoava o município de Alta Floresta do Oeste, em Rondônia, na divisa com a Bolívia. De acordo com o delegado responsável pelo caso, Rodrigo Costa, essa ligação é a primeira pista para uma investigação de um sequestro contra o piloto. Também há registro, obtido pelo celular, de que o aviador passou por Vilhena, onde o aparelho teria dado sinal.
“Estive conversando com um piloto mais experiente, que está acostumado a fazer rotas de Juína até pontos próximos a Rondônia e ele disse que esse município é a porta de entrada mais fácil para Bolívia. Lá existem matas e rios que dificultam o radar a identificar as aeronaves que passam por ali. Um sequestro é a primeira hipótese de investigação”, conta o delegado.
Paulo Bertocini estava com voo marcado para Cuiabá, quando desapareceu. Os passageiros, ao total quatro, que viriam na aeronave desaparecida, saíram de Colniza (distante 1.112km de Cuiabá) e quando chegaram em Juína perceberam que a aeronave estava em solo, pronta para decolar.
“O avião pertence ao prefeito da cidade de Juara, Edson Piovesan, que faz favores e fretes com a aeronave. Desta vez os passageiros a locaram para ir até Cuiabá e o piloto nem pediu permissão para decolar, apenas saiu do aeroporto em horário antecipado ao previsto e o último contato que conseguimos verificar foi quando ele estava na divisa com a Bolívia. Esses sequestros acontecem porque com aviões facilitam o tráfico de drogas. Por enquanto a base da investigação é o sequestro e contamos também que o piloto esteja vivo”, disse o responsável pelo caso.
A mãe do piloto e mais uma testemunha foram ouvidas nesta segunda-feira (2) e a Polícia Federal também foi acionada pelo delegado titular do caso e deve entrar no caso, antes mesmo da polícia boliviana entrar nas buscas.