No mês passado, o prefeito Zé Rover se reuniu com os funcionários do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) e prometeu uma gratificação de R$ 100 à categoria. O benefício seria incluído no auxílio-alimentação da categoria, que passaria a receber o valor em agosto retroativo ao mês anterior.
Pois hoje, ao se reunir com os trabalhadores, o procurador do município, Carlos Eduardo Machado Ferreira, explicou que, da forma como foi prometido, o aumento não poderá ser concedido. Ou seja, os R$ 100 prometidos não virão retroativos e pode ser que nem saia este ano. De acordo com o relato de um dos empregados da autarquia, a promessa do procurador foi “estudar um jeito de elaborar um projeto” para atender a classe. Neste caso, a proposta teria que ser formalizada e depois aprovada pela Câmara, que entra em recesso daqui a quatro meses.
Por causa do “revertério” no acordo com o prefeito, os empregados do Saae estudam formas de protesto. Uma das idéias da categoria é simplesmente cruzar os braços até que a situação seja resolvida. “Hoje o Saae vem batendo recordes de arrecadação e isso é fruto do nosso trabalho”, diz um trabalhador que, temendo represálias, não quer se identificar. Os servidores também reclamam do fato de Rover ter ido pessoalmente anunciar o reajuste (que, inclusive, foi divulgado na imprensa por seus assessores), mas não aparecer para dar a má notícia.