A Prefeitura de Vilhena firmou contrato com a Eletrobrás no inicio deste ano para cobrança da taxa de iluminação pública, que começará a será paga pelos contribuintes a partir do dia primeiro de abril.

 

A Contribuição Para Custeio de Iluminação Pública (COSIP), segundo Antônio Inácio Gonçalves, Coordenador da Eletrobrás em Vilhena, somente foi assinada depois da revogação de dois artigos. O primeiro tratava da obrigatoriedade de autorização do cliente para a cobrança. E o segundo rezava que o repasse do valor arrecadado para a prefeitura deveria ser feito até o 5º dia útil. A nova data do repasse foi alterada para o 25º dia útil de cada mês.

 

De acordo com o Coordenador, a dívida mais antiga da prefeitura, herança da era Donadon, chega a R$ 35 milhões e está sendo cobrada judicialmente. 

 

A administração Rover, segundo a empresa de energia elétrica, nunca pagou as faturas de iluminação e o valor, já em ação monitória, está entre R$ 2,5 e R$ 3 milhões.

 

Por causa do não pagamento, a Eletrobrás efetuou alguns cortes no fornecimento de energia em algumas avenidas, como em parte da Major Amarante, Presidente Nasser e Paraná. Mas, a Prefeitura conseguiu liminares na justiça, obrigando a Eletrobrás a restabelecer as ligações.

 

Antônio também citou que há atrasos pontuais, como no Hospital Regional, em postos de saúde e escolas. O Coordenador disse que o atraso nesses órgãos específicos acontecem porque a empresa não pode interromper o fornecimento de energia em tais estabelecimentos. Com isso, o município paga as faturas de outros locais onde pode haver cortes, como no estádio municipal e na Prefeitura.

 

No entanto, o Coordenador frisou que são atrasos e não calotes e que a prefeitura não está deixando de pagar suas faturas, salvo a de iluminação pública. “O município paga o que quiser, nós cortamos o que podemos e cobramos judicialmente o que temos para receber. Uma hora a justiça terá que tomar uma decisão”, concluiu Antônio.