Atualmente 28 servidores do sistema carcerário estão afastados por causa da doença
Com sete servidores e dois detentos mortos vítimas da Covid-19, a Secretaria de Estado da Justiça (SEJUS) afirmou que Rondônia já ultrapassou os 800 casos de contaminação pelo novo Coronavírus dentro do sistema penitenciário.
Mesmo com os boletins atualizados todas as segundas, quartas e sextas-feiras divulgados em suas redes sociais, a pedido da reportagem do FOLHA DO SUL ON LINE, a SEJUS realizou um levantamento um pouco mais detalhado sobre o impacto que a Covid-19 causou na população carcerária e no efetivo de todo o Estado, desde o início da pandemia.
Com 837 presos já contaminados até a última segunda-feira, 08, estando ainda 25 deles com o vírus ativo, mas sem necessidade de internação, a secretaria confirmou que de todos os municípios do Estado, Porto Velho é o que possui maior número, somando até o momento 341 contaminações, seguido por Guajará-Mirim com 168, Ji-Paraná com 71, Cacoal com 67 e Ariquemes e Jaru com 49 cada. Os demais municípios somaram juntos 92 casos confirmados.
No entanto, a situação é ainda mais preocupante quando a contabilidade de casos sai das celas e vai para o quadro de servidores, que apesar de menor, já somou 630 casos de contaminação até o momento, sendo 350 só em Porto Velho.
No número de contaminações de servidores, o Cone Sul do Estado, formado por sete municípios e seus distritos, mas com apenas três contando com presídios, corresponde a pouco mais de 7%, com 3 casos registrados em Colorado do Oeste, 19 em Vilhena e 3 em Cerejeiras.
Já com relação à contaminação na população carcerária (que inclui apenas os presos) em nível estadual, Vilhena registrou, até o momento três casos. Colorado e Cerejeiras, segundo o levantamento da SEJUS, continuam sem registros.
Apesar de já ter perdido um servidor para a Covid-19 e contar com cerca de 400 presos, o Centro de Ressocialização Cone Sul de Vilhena não teve, até o momento, nenhum registro de contaminação na população carcerária e o diretor da unidade atribui tal falto ao sistema de triagem rigoroso, que não permite o convívio dos detentos recém chegados com os demais, até que sejam esgotadas todas as possibilidades de contágio.
Questionada pela reportagem se a flexibilização das visitas agravou a situação, a Assessoria de Comunicação da SEJUS afirmou que não, considerando que várias unidades que já estavam com essa liberação, permanecem com números estáveis e que o acesso dos familiares aos presos foi autorizado gradativamente, através de classificação das unidades prisionais por níveis de riscos de contaminação, de acordo com os espaços disponíveis, indicadores de contaminação de cada uma e a possibilidade de se manter o distanciamento social mínimo.
Ainda segundo a assessoria, as entradas das visitas foram limitadas em até 08 pessoas por vez pelo período máximo de 30 minutos, não havendo em todo o Estado, nenhum relato de desrespeito às normas e de contatos físicos entre presos e familiares.
Por fim, a assessoria afirmou que atualmente 28 servidores estão afastados por causa da Covid-19, porém, apenas um se encontra hospitalizado e elogiou a conduta dos policiais penais que realizam os procedimentos e auxiliam na realização das visitas, assim como a comportamento dos familiares que respeitaram a situação.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 10 de Fevereiro de 2021, às 12:03