Contador preferiu não se identificar
O responsável por um pit bull que, na manhã desta terça-feira, 21, atacou um homem de 43 anos nas proximidades do quartel da PM, ligou para a redação do FOLHA DO SUL ON LINE e negou que o animal estivesse sofrendo maus tratos, como chegou a ser denunciado por uma médica veterinária no Facebook. O cão foi ferido a bala por um policial e levado para a clínica da própria veterinária que revelou o caso na rede social.
O contador, que preferiu não se identificar, disse que o pit bull pertence a um familiar, que o deixou em sua casa até construir um canil para abrigá-lo adequadamente. O dono da casa onde aconteceu o incidente disse que mora no imóvel há dois meses e desmente que o local esteja “praticamente abandonado”, como foi descrito na denúncia da veterinária.
O contabilista explicou que, ao contrário do que deu a entender a reportagem anterior, o ataque aconteceu quando o entregador de panfletos ultrapassou o portão. “O cão está ali para defender a casa. O homem só foi atacado porque entrou”.
O entrevistado, que procurou a polícia após tomar conhecimento do episódio através do FOLHA DO SUL ON LINE, disse que dá comida todos os dias ao pit bull e que o mantém bem tratado. Explicou que os ratos encontrados pela veterinária foram mortos pelo próprio cachorro. E garantiu que visitou a vítima do ataque no hospital, constatando que o homem sofreu apenas ferimentos “levíssimos”.
O contador disse ainda que o PM que atirou contra o animal o atingiu dentro na varada de sua casa, mesmo com uma vizinha pedindo para que ele não usasse a arma.
A foto que ilustra esta reportagem é do pit bull já na clínica veterinária para onde foi levado após ser baleado. Ele está sendo tratado e, apesar da gravidade do ferimento que sofreu, deve se recuperar.