A reportagem da Folha do Sul Online visitou as instalações de duas das três unidades de detenção da cidade: o presídio de segurança máxima e a detenção provisória, antigo “cadeião”. Atualmente com apenas um pavilhão e em reforma, a cadeia possui um rígido sistema de controle de visitantes. Controlada pela casa do Egresso, a visitação aos detentos de todas as unidades carcerárias obedece a um rígido sistema de rotatividade: aos sábados e sextas ocorre a visita no presídio, nas quartas é a vez da detenção provisória e nas quintas é o dia da Colônia Penal. Todas as terças é enviada ao presídio a “jumbada”, carregamento de utensílios pessoais e itens enviados pelos familiares aos detentos do presídio. O conteúdo é revistado pelo pessoal da Casa do Egresso.
O presídio possui atualmente 207 internos, e a detenção provisória possui somente um pavilhão, agora isolado no meio do pátio. Antiga prisão, de onde sempre vinham notícias de tentativas e de fugas, agora o local serve como detenção provisória para detentos sem condenação judicial. Da mesma forma que o presídio, possui detector de metais e, caso haja suspeita de algo, o visitante é encaminhado para o Hospital Regional, onde há equipamento de raios-X.
Os agentes do plantão, que acompanharam a reportagem contaram que a causa dos tumultos era a superlotação e que, mesmo trabalhando com menos efetivo do que o necessário, não ocorrem incidentes pois a população carcerária está dividida e mais fácil de lidar. Com a inauguração do presídio, o efetivo da Sejus precisou ser dividido entre as unidades e ainda não foi realizado novo concurso. As medidas de segurança foram redobradas e o novo sistema permite que o trabalho seja realizado com eficiência e coordenação.
Para evitar fugas e a entrada de celulares, drogas e outros objetos na detenção provisória, que fica dentro da cidade, os agentes colocaram telas na área destinada ao banho de sol e fazem revistas regulares a todas as celas do agora único pavilhão. No presídio, é seguido o roteiro, com a diferenciação que sua localização, isolada do perímetro urbano, já dificulta possíveis incursões.
Os detentos contam com assistência de enfermeiro, odontologista , barbeiro, visita íntima (no presídio), parlatório para conversa com advogado e assistente social. Há a denominada cela de Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), a popular solitária no presídio e uma cela específica no cadeião para presos indisciplinados ou que correm risco de morte caso fiquem com outros presos. Após a soltura, durante o primeiro ano, a Casa do Egresso também é responsável pelo encaminhamento dos ex-detentos ao mercado de trabalho e pela ressocialização, ou egresso à sociedade, fornecendo documentação, emprego e assistência.