Nunca um ano havia começado com tamanha intensidade de casos respiratórios sazonais
Dados da UPA de Vilhena, referente aos atendimentos de terça-feira, 24, revelam números que chamam atenção pela intensidade logo no início do ano. Foram 421 atendimentos em apenas 24 horas, com destaque para os casos classificados como vermelhos (emergentes) e amarelos (urgentes).
Foram cinco atendimentos de emergência – quando muitos profissionais são obrigados a concentrar o foco no paciente que corre risco de morte - na classificação muito urgente, pacientes atendidos já nos primeiros dez minutos; houve nove atendimentos, mas, o maior fluxo concentrou-se na classificação urgente, que, segundo o protocolo de Manchester, deve acontecer em até 60 minutos, num total de 165 atendimentos.
Os números superaram inclusive os casos de classificação azul, previstos pelo protocolo como não urgentes, que podem ser atendidos em até quatro horas e que somaram 108 atendimentos. Também houve 107 atendimentos de classificação pouco urgentes (120 min) e 27 eletivos (480 minutos). Houve ainda vinte reclassificações de casos, que é quando há alteração do quadro do paciente durante a espera.
Segundo o diretor da UPA, Kallebe Dourado, esse aumento normalmente começa logo após o início das aulas, devido ao contato entre os alunos e professores. Kallebe informou ainda que os próprios médicos demonstraram preocupação com o alto fluxo repentino nas últimas 24 horas, e que nunca se havia começado o ano com tamanha intensidade de casos respiratórios sazonais, como gripes, resfriados e outras infecções que provocam febre, tosse e dificuldade para respirar.
A orientação é clara: a população precisa se prevenir para evitar complicações de saúde e também para não sobrecarregar o pronto atendimento. Entre as medidas destacadas estão manter a vacinação em dia, higienizar as mãos com frequência, evitar aglomerações em ambientes fechados, usar máscara em caso de sintomas respiratórios e procurar atendimento médico apenas quando realmente necessário.
O relatório da própria UPA deixa evidente que o início de 2026 já trouxe um desafio inesperado. A prevenção é a chave para proteger a saúde individual e preservar a capacidade de resposta do sistema público, que enfrenta uma demanda inédita logo nos primeiros meses do ano.
O Grupo Chavantes, gestor da UPA, demonstrou preocupação com o aumento súbito, mas afirma estar alerta e mobilizado para enfrentar o cenário.
Autor:
Paulo Mendes
Fonte:
Foto: Divulgação
Publicado em 26 de Fevereiro de 2026, às 08:27