Conforme foi noticiado pelo FOLHA DO SUL ONLINE no mês passado, O padre Adão dos Reis, um líder católico muito popular em Cerejeiras, filiado ao PT e que se recusou a ser candidato a prefeito este ano, estava passando por problemas de saúde. O pároco esteve internado por uma semana, fez acompanhamento médico e se submeteu a um repouso reparador.
Nesta terça-feira, 9, o religioso recebeu a reportagem do site no escritório da Paróquia Cristo Salvador, em Cerejeiras. Atencioso e apresentando um bom aspecto físico, o vigário falou sobre sua condição de saúde e sobre o resultado das eleições municipais deste ano, mas pediu para não ser fotografado. “Estou de barba grande hoje”, justificou, rindo.
O padre Adão afirma que está bem e diz que fez o tratamento de saúde que fez o deixou bem melhor. Afirma também que o motivo da enfermidade foi o excesso de trabalho e o agravamento de uma gastrite que adquiriu há pouco tempo.
Sobre as eleições, o padre cerejeirense afirma que fez questão de permanecer neutro durante toda a campanha. Não apoiou ninguém porque acha que, na condição de sacerdote, ele não se vê fazendo política desta forma. “Se fosse para eu apoiar alguém, eu mesmo teria me candidatado. Mas não eu não quis disputar nada e nem apoiei ninguém”, afirma.
Um dos boatos que surgiram na campanha foi a de que o padre Adão, embora não teria se manifestado publicamente, estaria apoiando Airton Gomes (PP), o candidato eleito. O religioso não esconde sua simpatia pelo progressista, mas disse que não manifestou apoio publicamente. “Eu tenho uma relação pessoal com Airton Gomes. Ele veio conversar comigo antes de se candidatar e eu disse a ele para fazer o que achava melhor. Airton é da nossa igreja, foi nosso auxiliar de contabilidade da paróquia por muito tempo. Eu não posso negar que gosto muito dele”, afirma o pároco.
Apesar de não ter apoiado o progressista, Padre Adão acredita que Airton Gomes tem toda a condição de fazer uma boa administração. “Ele tem conhecimento e tem postura. É uma pessoa que conheço”, complementa.