Deve ser submetido a necropsia, ainda hoje, o corpo do policial militar Fábio Santos Lopes.Ele morreu ontem, aos 26 anos, quando sofreu um mal súbito dentro de um supermercado na cidade de Cerejeiras. O soldado era o mesmo que, no primeiro dia de janeiro deste ano, ficou com um canivete cravado no crânio ao tentar separar uma briga entre jovens numa praça.


O FOLHA DO SUL ON LINE conversou com um superior do militar, que revelou o local onde acontecerá o velório: será na Associação dos Policiais Militares, anexa ao quartel de Cerejeiras. O dia e horário do sepultamento ainda não estão definidos, uma vez que a possibilidade de uma irmã de Fábio, que mora na Espanha, vir para a despedida fúnebre.


Órfão de pai, o PM morto entrou na instituição por concurso em 2010. A mãe dele, que mora num sítio a cerca de 30 km de Cerejeiras, está bastante abalada com o ocorrido.


O oficial que conversou com o site disse que, somente o laudo médico a ser produzido após a necropsia irá revelar se a morte de Fábio tem alguma ligação com o ferimento sofrido por ele a 40 dias. Caso se confirme esta hipótese, o menor de idade que lhe atingiu com o golpe será responsável também por homicídio, além da lesão.


VIROU MAIOR – O caso está revoltando a sociedade de Cerejeiras e a própria polícia porque, dias após cometer o crime, o rapaz que feriu o soldado e que foi liberado justamente por ser menor, atingiu a maioridade. Agora, mesmo que fique comprovado que a morte de Fábio tem ligação direta com o ataque do acusado, ele não responderá pelo ato, pois a lei considera a data do fato para julgar o possível homicida.