O tradicional Mini-Shopping da ACIV não será realizado neste ano na Expovil. O espaço comercial que há quatro anos era organizado pela Associação Comercial e Industrial de Vilhena já tinha se tornado uma tradição na festa, sendo elogiado pelos visitantes, expositores e pela própria ex-diretoria da Aviagro. No ano passado o então presidente da Aviagro, Ilário Bodanese, afirmou que o Mini-shopping era num espaço alternativo dentro da Expovil onde o público encontra aquilo que não é oferecido em nenhuma outra parte da festa. Bodanese disse ainda que a parceria com a ACIV para a realização do Mini-Shopping proporcionou um atrativo a mais para os visitantes da Expovil, e que o espaço da ACIV havia se consolidado como uma das grandes atrações da festa.
No entanto, com a mudança da diretoria neste ano, o espaço foi cedido a uma outra entidade, sem que houvesse uma negociação com a ACIV, que tinha interesse em continuar com o projeto.
Antes da ACIV organizar o Mini-Shopping na Expovil, o galpão onde funcionava o espaço comercial era pouco utilizado, contando apenas com uns poucos standes e um salão de baile. Com a realização do Mini-Shopping a ACIV otimizou o espaço, transformando-o em dos locais mais visitados da Expovil. No ano passado, por exemplo, cerca de 12 mil pessoas em média visitaram o espaço empresarial diariamente. No mini-shopping era possível encontrar expositores dos mais variados segmentos comerciais, desde prestadores de serviços e lojas de bijuterias, até imobiliárias, lojas e indústrias de móveis, além de uma praça de alimentação.
“O objetivo principal do Mini-Shopping era fomentar a economia local, possibilitando maior proximidade do comércio com potenciais clientes durante a Expovil. Nunca pensamos em ganhar dinheiro com o evento, até porque essa não é a função da ACIV", disse o presidente da Associação , José Ivanildo. Segundo o presidente, durante os quatro anos que a ACIV realizou o Mini-Shopping, nunca recebeu recursos de órgãos públicos para organizar o espaço comercial. Todas as despesas do projeto, como por exemplo o aluguel do salão pago à Aviagro - que no ano passado foi de R$ 20 mil – eram custeadas exclusivamente pela ACIV e pelas empresas expositoras.
Já nesse ano, a Aviagro firmou parceria com a CDL (Câmara dos Diretores Lojistas) para a ocupação do espaço comercial na Expovil. Ao contrário da ACIV, que nunca recebeu nenhum recurso público para organizar o Mini-Shopping, a CDL firmou convênio com a Prefeitura de Vilhena, aprovado pela Câmara de Vereadores, e recebeu R$ 35 mil para organizar o espaço comercial. Mesmo com o recebimento de dinheiro público, ainda assim a CDL está cobrando o aluguel dos expositores cujo valor é mais que o dobro do que era praticado pela ACIV. Com isso há uma demonstração clara de que existe uma prioridade da entidade em lucrar com o evento, ao invés de querer auxiliar os comerciantes a participarem da feira, e consequentemente fomentar a economia . “Me parece que a CDL não está preocupada em trazer o comerciante para o evento, pois o preço que está cobrando de aluguel dos estandes é muito alto, uma vez que está recebendo recursos de órgãos públicos”, disse o comerciante João Maria de Moura Filho.
O presidente da ACIV não quis comentar sobre os recursos recebidos pela CDL e sobre os valores cobrados dos estandes. José Ivanildo disse que esta é uma questão que compete a CDL e não à ACIV. “O que posso dizer apenas é que a ACIV esse ano não estará a frente da organização do Mini-Shoppin, ressaltando que o fim da parceria com a Aviagro foi uma decisão unilateral tomada pela Aviagro”, afirmou Ivanildo.