Por enquanto, os vilhenenses terão que continuar a conviver com cães e outros animais perambulando pelas ruas da cidade, e enfrentar os problemas decorrentes disso.

 

Segundo Adelires Calonego Albuquerque, coordenadora da Vigilância Sanitária do Município, o projeto do Centro de Controle de Zoonoses já está elaborado e incluído no plano plurianual de Vilhena. “Quando implantado, terá toda a estrutura necessária para atender qualquer tipo de situação que envolva animais de criação, com centro de tratamento, vacinação e pesquisa, além de abrigo adequado aos bichos”, garante.

 

Por enquanto o que a Vigilância pode fazer é campanhas de vacinação e orientação aos cidadãos sobre os problemas que podem surgir quando os animais ficam soltos nas ruas. “No caso de um ataque ou acidente provocado por um cão, por exemplo, se o dono for localizado, ele pode ser responsabilizado judicialmente quanto ao ocorrido”, explica Adelires. Mas há situações em que a Vigilância nada pode fazer. “Não temos condições de recolher os animais soltos nas ruas, pois não há um local para abrigá-los”, explica.

 

A instalação do Centro de Controle de Zoonoses também implica na elaboração de legislação específica para as diversas situações que podem surgir. “É o caso do tempo de permanência dos animais recolhidos, e sua destinação final. Estes e outros aspectos da regulamentação do Centro de Controle precisam ser levantados e definidos antes da implantação do sistema, para que não ocorram falhas no funcionamento”, finaliza a coordenadora.