Prefeitura abre discussões sobre o destino do lixo hospitalar

 

 

Na tarde de segunda-feira, 24, o prefeito Zé Rover (PP) recebeu, juntamente com o secretário regional de governo, Ilário Bodanese, profissionais da área da Saúde como médicos, dentistas, farmacêuticos, entre outros, para discutir o transporte e o destino do lixo infecto contagioso. O encontro foi no auditório da prefeitura.

Os profissionais não concordam com os preços sugeridos pela empresa Moura e Paz, inaugurada recentemente no município, para incineração do lixo produzido por clínicas hospitalares, odontológicas, veterinárias, farmácias, postos de gasolina, mecânicas, demais indústrias que produzem lixo e que podem contaminar o meio ambiente. O valor a ser cobrado, segundo os profissionais, está muito acima dos valores de mercado.

O prefeito informou que em alguns dias a prefeitura abrirá uma licitação para que seja contratada uma empresa de incineração a fim destinar corretamente o lixo produzido pela rede municipal pública de saúde.

Alguns médicos chegaram a sugerir que se crie uma cooperativa sem fins lucrativos para prestar este serviço no município.

Rover explicou que por determinação da Anvisa cada profissional é responsável pelo lixo que produz em seu consultório, não podendo assim a prefeitura continuar recolhendo e destinando como vinha sendo feito, por questões também orçamentárias.

Para tentar achar uma solução plausível para o caso, o procurador geral do município Carlos Eduardo Machado Ferreira, sugeriu que alguns representantes procurem o Ministério Público a fim de conversar com a curadora do consumidor, e através disso, fazer com que a empresa ajuste seus preços a realidade de mercado.

Por enquanto, o prefeito determinou que a Vigilância Sanitária continue, por 30 dias, recolhendo o lixo infecto contagioso de todos até que a situação tenha uma solução.