A professora da escola Wilson Camargo, que teria sido o estopim de uma cena de ciúmes ontem e que acabou virando caso de polícia, entrou em contato com o FOLHA DO SUL ON LINE minutos atrás, para dar sua versão do ocorrido.
Pela manhã, o site publicou o episódio com base no testemunho de servidores da escola, que acusaram o marido da educadora de ameaçar de morte um aluno que a teria “assediado”. O homem, segundo o relato dos funcionários, teria ido ao carro buscar a arma, mas acabou impedido de retornar ao estabelecimento de ensino porque o guarda fechou o portão.
A professora, que leciona artes no colégio, em dois períodos (manhã e tarde), disse que as informações são falsas e explicou como tudo teria se passado. “Eu estava saindo da sala de informática quando um ex-aluno meu me cumprimentou: ‘Oi, professora’. Meu marido não ouviu direito e perguntou o que o rapaz havia falado”.
A professora, que tem 41 anos, que preferiu não ter seu nome divulgado, disse que voltou e perguntou o que o estudante havia dito. Ele repetiu a saudação, mas o marido da educadora continuou desconfiado. Tanto que, quando estava saindo pelo portão, teria dito: “Depois um cabra desses leva um tiro na cara por cantar a mulher dos outros e não sabe porquê”. A protagonista do caso admite que a frase foi pronunciada pelo marido, mas nega que ele tivesse pegado arma no carro para voltar e tirar satisfações com o aluno, que estuda no projeto Educação de Jovens e Adultos (EJA) e não é menor de idade, como mencionado na reportagem anterior.
Embora a polícia tenha sido acionada, a mulher garante que não havia motivos para isso, pois ela foi pra casa com o marido sem nenhuma discussão.
ROUPA CURTA – Na seção de comentários do site, uma leitora que se identificou como “Joana”, insinuou que as roupas da professora seriam a causa do suposto assédio. A educadora desmente que use trajes provocantes e garante que ontem, quando aconteceu o incidente, estava de vestido longo. “Batia nos pés”, acrescenta.