Um dos custos mais elevados das despesas do homem do campo é a construção da cerca, principalmente para o criador de gado. Lascas, tocos e arames estão ficando cada vez mais caros no decorrer do tempo.

A média é de que uma cerca de arame liso (de aço) fica por R$ 7 mil por quilômetro. “Este é o preço de banco, o valor que o banco passa para o financiamento subsidiado para benfeitoria no campo”, diz Éder Estevam, morador de um sítio a 27 km de Cerejeiras, já no município de Corumbiara.

O mais difícil é conseguir madeira. Praticamente não há madeira legalizada para vender. Mesmo as ilegais são caras demais. Uma dúzia de lascas sai por R$ 228, ou seja, R$ 19 por lasca. Já o toco, que é serve como coluna de para esticar o arema e é fincado no início e no término da cerca, sai por R$ 60 cada. O arame liso custa R$ 290 a bola com mil metros. O restante do custo é a mão de obra, que sai a R$ 2 por metro.

“Além de ser caro, não se tem madeira para vender”, reclama o produtor Éder. A cerca não pode ser de concreto, pois o gado quebra com o corpo. Mas, como o produtor é imigrante de outro Estado, já consegue prever uma solução. “Acho que o eucalipto tratado é uma solução num futuro próximo. Lá no Espírito Santo, de onde eu vim, já se usa o eucalipto. Fica mais barato e a cerca tem garantia de dez anos”, afirma.

Aqui no Estado de Rondônia, somente para lembrar, a Embrapa já investe na plantação de eucalipto. A árvore, entre outras espécies de plantas de reflorestamento, pode ser uma solução para baratear o custo da cerca nas propriedades rurais.

É importante observar que nas terras dedicadas para o cultivo de lavoura a cerca não é necessária. A área para a criação de animais é que requer a benfeitoria.