Uma forte e intensa massa de calor paira sobre o interior do Cone Sul desde a metade da semana passada. Na cidade de Cerejeiras, por exemplo, teve, neste dia 9 de janeiro, quarta-feira, o dia mais quente desde a chegada do verão. (Hoje, quinta, o dia começou mais fresco, mas sem sinal de chuva.)

 

É importante observar, entretanto, que o calor deste ano não é um fenômeno somente na região sul de Rondônia. Quase o mundo todo atravessa por este problema.

 

Junto com o calor, as chuvas desta estação estão mais esparsas que na mesma época as dos anos anteriores. Está chovendo pouco para um típico mês de janeiro.

 

Os produtores de soja afirmam que, a despeito do calor e menos chuvas, o clima ainda está bom para a lavoura. O excesso de chuva é mais prejudicial para o cultivo do grão.

 

Entretanto, a menor frequência de chuva nesta estação preocupa alguns plantadores. É que na época da colheita, uns poucos dias antes, uma chuva é de vital importância para a maturação integral dos grãos.

 

O produtor Edson Borges Medeiros afirma: “O clima está quente demais, mas está bom para a lavoura. Agora é torcer para chover na época que a gente mais precisa da água, que é na maturação”.

 

Cabe dizer ainda que o atraso das chuvas pode inviabilizar o plantio do milho safrinha, que virá logo em seguida à colheita da soja. Alguns especialistas já preveem que a colheita do milho neste ano será mínima.